Palmer, astro do Chelsea, tem raízes caribenhas, inspira geração Z e é sobrinho de autor de hit


Ao enfrentar o Chelsea nesta sexta-feira, às 15 horas, pela segunda rodada do Mundial de Clubes, o Flamengo vai se deparar em campo com Cole Palmer, meia-ofensivo britânico de 23 anos que ganhou a simpatia dos jovens fãs de futebol. Além do talento, sua popularidade está ligada também à forma como comemora os gols, cruzando os braços para tocar os ombros, como se estivesse tremendo de frio, para reforçar aquela que julga uma de suas principais qualidades: a frieza.

O gesto é imitado em campos de bairro, quadras e, muitas vezes, por jogadores profissionais que admiram o inglês, especialmente os mais jovens. Um dos exemplos é o atacante Estêvão, de 18 anos, que vai se despedir do Palmeiras depois do Mundial para jogar justamente no Chelsea, ao lado de Palmer.

“Eu vi ele fazer a comemoração e repostei. Falei com ele algumas vezes, então é legal. Nós estamos ansiosos para vê-lo no Chelsea”, disse o inglês em entrevista à ESPN, em dezembro de 2024.

Nascido em 6 de maio de 2002, Palmer foi revelado nas categorias de base do Manchester City e rapidamente ganhou status de fenômeno, mas não conseguiu se firmar quando subiu para o time profissional e acabou se transferindo para o Chelsea, clube no qual mostrou o seu valor.

A história de Palmer se enraíza também no lado familiar. Seu avô, Sterry, migrou de São Cristóvão e Névis para Manchester, no início da década de 1960, como parte da chamada “geração Windrush”, que saiu das Ilhas do Caribe e ajudou a reconstruir o Reino Unido no período pós-guerra.

A ligação do jovem com suas origens caribenhas é visível até nas suas chuteiras, nas quais ostenta orgulhosamente as bandeiras da Inglaterra e de São Cristóvão e Névis. “É um pequeno tributo ao meu pai e à família dele”, explicou.

O vínculo com o futebol começou cedo. O pai, Jermaine, teve atuação sólida no futebol amador dos domingos, e sempre levou o filho para jogar, mesmo em manhãs frias em Wythenshawe, próximo ao Maine Road, antiga casa do City. Foi sob os cuidados paternos que Cole moldou seu estilo de jogo fundamentado em disciplina e paixão.

Além do legado familiar e da formação futebolística, Palmer traz consigo uma ligação com a música britânica. Seu tio-avô, St. Clair Palmer, fez parte da banda Sweet Sensation, que emplacou a canção Sad Sweet Dreamer como hit número 1 nos anos 70. O próprio Cole ouviu história recentemente, ao participar do programa “In My Blood”, e disse que nunca tinha se aprofundado na carreira musical do parente.

Palmer foi comprado pelo por 42,5 milhões de libras em setembro de 2023, alcançou a titularidade e se afirmou como líder técnico da equipe. Seu desempenho rendeu ao clube o posto de camisa 10 para a temporada 2025/26, exatamente a tempo de estrear com essa honra no Mundial.

O jovem britânico também vem se tornando cada vez mais importante para sua seleção nacional, como mostrou ao marcar um gol na final da Eurocopa de 2024, apesar da derrota por 2 a 1 para a campeã Espanha.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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