Palmeiras aprimora bola parada antes do clássico e Maurício exalta força coletiva


O Palmeiras realizou nesta terça-feira, na Academia de Futebol, o último treino antes do clássico contra o Corinthians, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. A atividade foi tática, com atenção especial às bolas paradas – jogadas ensaiadas, faltas e pênaltis -, em uma preparação minuciosa para um confronto que, mesmo sem ser final, tem clima de decisão.

No campo, a comissão técnica de Abel Ferreira trabalhou movimentações específicas, enquanto Murilo e Felipe Anderson fizeram atividades na parte interna e no gramado. Bruno Rodrigues e Paulinho seguiram sob cuidados do Núcleo de Saúde e Performance. O clima no elenco é de confiança, sustentado não apenas pelos resultados recentes – três vitórias consecutivas no Brasileirão -, mas também pelo desempenho consolidado.

Depois do treino, Maurício, um dos nomes em ascensão na equipe, falou com a imprensa. “A gente vê esse momento de uma maneira muito positiva, não só pelas vitórias consecutivas que tivemos, mas também pelas atuações, com posse de bola, com pressão alta. Isso nos dá muita confiança para os próximos objetivos, agora que temos uma decisão pela frente com o Corinthians na Copa do Brasil”, disse o camisa 18.

O meia tem sido presença constante na equipe – são 16 partidas seguidas, a maior sequência do elenco no momento – e vive um dos melhores períodos desde que chegou ao clube.

Maurício também falou sobre a atmosfera que envolve o clássico, agora com um ingrediente inédito: será o primeiro entre os clubes válido pela Copa do Brasil. “Sabemos que é um clássico não só do nosso estado, mas também do Brasil. Todo mundo para pra assistir um jogo como esse, é um jogo muito difícil, mas nós estamos nos dedicando bastante”, afirmou.

Em tom mais pessoal, o jogador valorizou o retorno após uma lesão no ombro no início do ano e reforçou a ideia de que o coletivo tem sido o motor da campanha alviverde. “Estou muito feliz por esse momento, um ano muito especial para mim. Tive um problema no começo do ano com a lesão, mas consegui recuperar 100%, consegui me dedicar ao máximo para poder voltar e dar conta do recado, assim como nossa equipe também. Somos muito unidos, não temos aquele jogador que sempre sobressai, é o elenco que faz a força, é o elenco que consegue ganhar jogos.”

A frase resume bem o que o Palmeiras tem apresentado em campo: um time que não depende de individualidades, mas da sincronia. Desde a chegada da comissão técnica portuguesa, os números em clássicos mostram solidez – em 60 confrontos com rivais paulistas, são apenas 12 derrotas. Contra o Corinthians, especificamente, o retrospecto é favorável: 8 vitórias, 7 empates e só 3 derrotas.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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