Ouro fecha em alta e renova recorde em meio a falas do Fed e dólar fraco


O ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 22, renovando recorde de fechamento, com investidores assimilando falas dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no começo da semana em que será divulgado o índice de inflação PCE de setembro dos EUA. O metal precioso também foi impulsionado pelo enfraquecimento do dólar no exterior.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em dezembro encerrou em alta de 1,87%, a US$ 3.775,10 por onça-troy.

Nesta segunda, o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, defendeu cautela em um cenário de “espaço limitado” para afrouxamento adicional dos juros, e Raphael Bostic (Fed de Atlanta) disse não prever mais cortes este ano.

Já a presidente da distrital de Cleveland, Beth Hammack, ponderou que, se o BC norte-americano decidir remover o patamar restritivo da taxa de juros muito rápido, essa decisão a preocuparia diante do que poderia causar do lado da inflação.

Enquanto isso, o diretor do Fed Stephen Miran, aliado de Donald Trump que defenda uma abordagem mais dovish, voltou a criticar a autoridade monetária por manter juros aproximadamente dois pontos porcentuais acima do necessário.

O ouro disparou para um novo recorde devido aos temores de que o banco central dos EUA comece a afrouxar sua política monetária, mesmo com a economia permanecendo resiliente, diz Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB. Segundo ela, a demanda pelo ativo parece estar bem sustentada nos próximos meses.

De forma semelhante, o Citi acredita que o ouro provavelmente continuará o rali no curto prazo. Fatores cíclicos, como um enfraquecimento contínuo no mercado de trabalho dos EUA, e questões estruturais, como preocupações com a independência do Fed, devem continuar a ser positivos para o metal precioso, afirma o banco.

No radar, investidores também temem uma potencial paralisação do governo americano. Legisladores republicanos tentaram aprovar uma medida provisória para manter o governo financiado além de 30 de setembro, mas o projeto foi rejeitado na sexta-feira, aumentando as chances de uma paralisação parcial.

*Com informações da Dow Jones Newswires



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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