Open Finance já alcança este ano picos de 4 bilhões de chamadas por semana, diz BC


O Open Finance já alcançou este ano picos de quatro bilhões de chamadas por semana de instituições financeiras para compartilhamento de informações de clientes, afirmou nesta segunda-feira, 8, o diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan.

As chamadas são feitas entre instituições financeiras através de APIs (interfaces de programação de aplicações, na sigla em inglês), para que compartilhem informações dos clientes que aderiram ao Open Finance.

“Em 2023, nós respondíamos 1 bilhão de chamadas por semana. Em 24, nós chegamos a 2 bilhões de chamadas por semana. Esse ano, 25, a gente já está com picos 4 bilhões de chamadas por semana. Isso mostra como o processo começa a ganhar tração, se tornando cada vez mais participativo”, contou Vivan, durante a mesa-redonda “Desenvolvimento de Políticas de Open Finance na América Latina, no evento Finance of Tomorrow, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Segundo o diretor, o crescimento do Open Finance ocorrer a partir do aprendizado dos agentes financeiros sobre meios de aproveitar melhor o consentimento fornecido pelos clientes sobre o compartilhamento de seus dados financeiros entre as instituições.

“Então, os bancos e os agentes em geral começaram a entender que o Open Finance não é um serviço, é uma plataforma. E como qualquer plataforma, você tem que oferecer algum serviço e o seu cliente tem que ter benefício nisso. Senão aquilo não acontece. Eu acho que esse foi o primeiro momento importante do processo. O segundo foi quando os bancos e os vários agentes começaram a acreditar no projeto, a entender a qualidade, a performance, a maturidade que o sistema estava alcançando e assim começaram a desenvolver produtos”, disse ele. “Você começa a ter diferentes produtos disponibilizados para a população que antes estavam somente ao alcance de grandes clientes.”

Segundo Vivan, o Brasil construiu a operação de Open Finance a partir de uma cooperação muito grande entre o regulador e os vários agentes, em busca do equilíbrio desse mercado, mas também tendo o regulador como representante do beneficiário.

“De 2023 para 2024, por exemplo, o Open Finance cresceu quase 50%. Este ano, a gente está crescendo quase 60%”, citou Vivan. “Como é que isso consegue se dar no Brasil nesse ritmo, nessa velocidade? Eu acho que a primeira coisa que me vem à cabeça aqui é o fato de que nós temos uma sociedade que onde a penetração e a aceitação da digitalização foi muito forte. E o pix veio reduzindo a resistência das pessoas à adoção de serviços digitais. Isso faz uma enorme diferença”, mencionando o despertar de uma confiança do consumidor no compartilhamento de dados financeiros entre instituições a partir da eficiência do pix.

Vivan reforçou que modelo de Open Finance usado no Brasil conta com “uma proximidade muito grande entre regulador e marcado”.

“Isso traz para o ambiente um processo muito mais dinâmico, muito mais funcional para desenvolver os novos produtos, para que o mercado também seja mais proeminente na proposição e na condução do sistema. O projeto agora é que o Banco Central, como regulador, mais oriente do que seja um inibidor do processo”, apontou.

O diretor mencionou que a agenda evolutiva para o projeto inclui a discussão para abranger outros serviços, como portabilidade de crédito e portabilidade de contas de salário.

“Por isso a gente espera crescer um pouco em outras frentes”, contou. “Tem a questão das pessoas jurídicas, das empresas. É uma área que tem potencial muito grande. Temos enfrentado algumas dificuldades jurídicas para conseguir tornar a jornada deles dentro do sistema muito mais fluida.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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