Número de mortos no terremoto no Afeganistão sobe para 1,4 mil


O número de mortos no terremoto no leste do Afeganistão subiu para 1,4 mil nesta terça-feira, 2, com mais de 3 mil feridos, informou o porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, no X (antigo Twitter). Equipes de resgate correm contra o tempo para chegar à região montanhosa e remota devastada pelo tremor de magnitude 6 ocorrido no domingo, 31. Um funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para a possibilidade de aumento exponencial no número de vítimas.

O terremoto atingiu várias províncias, destruiu aldeias inteiras e deixou moradores presos sob os escombros de casas feitas principalmente de barro e madeira, incapazes de resistir ao choque. O terreno acidentado dificulta os esforços de resgate, o que obriga as autoridades do Taleban a retirarem feridos de áreas inacessíveis por helicóptero e outros meios. Os números divulgados por Mujahid se referem apenas à província de Kunar.

“Não podemos nos dar ao luxo de esquecer o povo do Afeganistão, que enfrenta múltiplas crises e choques, com a resiliência das comunidades já esgotada”, afirmou o coordenador residente da ONU para o país, Indrika Ratwatte, em entrevista coletiva nesta terça-feira. Ele também pediu ação imediata da comunidade internacional. “São decisões de vida ou morte, enquanto corremos contra o tempo para chegar às pessoas”, disse.

Este é o terceiro grande terremoto desde que o Taleban voltou ao poder, em 2021, e se soma a outras crises no Afeganistão, marcado por cortes no financiamento humanitário, economia fragilizada e milhões de pessoas repatriadas à força do Irã e do Paquistão. Ratwatte explicou que, quando casas de barro e madeira desabam, os telhados caem sobre os ocupantes, causando mortes e ferimentos. Embora a região seja pouco populosa, o tremor ocorreu durante a madrugada, quando todos dormiam. “O que vimos em situações anteriores mostra claramente que a taxa de vítimas tende a crescer de forma exponencial”, disse.

O Taleban, reconhecido apenas pela Rússia, pediu ajuda a governos estrangeiros e a agências humanitárias. Mas a resposta tem sido limitada, diante de crises globais concorrentes, cortes em orçamentos de doadores e oposição às políticas do Taleban que restringem direitos de mulheres e meninas, incluindo a proibição de trabalharem em ONGs.

No início deste ano, os Estados Unidos suspenderam parte da ajuda financeira ao Afeganistão, em parte por temores de que os recursos chegassem ao Taleban. Segundo a vice-chefe do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários no Afeganistão, Kate Carey, mais de 420 unidades de saúde foram fechadas ou suspenderam atividades por falta de recursos – 80 delas na região leste, epicentro do terremoto.

“A consequência é que as instalações restantes estão sobrecarregadas, com poucos suprimentos e pessoal, e mais distantes das comunidades atingidas. Isso acontece justamente quando é essencial garantir atendimento de emergência a traumas nas primeiras 24 a 72 horas após o terremoto”, alertou Kate. (Com informações da Associated Press)

* Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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