Prof. Edward, reitor na UFG, no Seminário que ocorreu em AnápolisUm dos principais polos industriais do Centro goiano, Goianésia recebe nesta quinta-feira, 17, o terceiro seminário do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos. O movimento reuniu de forma inédita em Goiás mais de 30 entidades dos setores empresarial, de trabalhadores, cultural, universidades e segmentos da sociedade civil para formular propostas para o crescimento econômico e social do Estado. O evento, que é aberto ao público, será realizado no auditório da Faculdade Evangélica de Goianésia, na Avenida Brasil, esquina com Rua Santos Dumont, a partir das 18h00, e contará com a presença de lideranças sindicais, do setor produtivo, do poder público e da academia.

A discussão em Goianésia se dará em torno de propostas para atrair mais investimentos para o município e para a região do Vale do São Patrício, as dificuldades estruturais e as oportunidades proporcionadas pelos investimentos em inovação das indústrias da região, além do papel da qualificação e dos incentivos fiscais para fomentar o crescimento econômico e a geração de empregos de qualidade. O Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos já realizou dois seminários, em Rio Verde e Anápolis. No primeiro, predominou o debate sobre propostas para a ampliação da agroindústria, melhoria da infraestrutura e a qualificação da mão de obra do Sudoeste goiano. No segundo, a necessidade de expansão dos distritos agroindustriais e o impulso logístico do município com a operação da ferrovia Norte-Sul.

A proposta do movimento é abordar nos seminários temas como inovação e tecnologia, meio ambiente, desburocratização, infraestrutura, crédito, incentivos fiscais, proteção social, mercado de trabalho e qualificação profissional, entre outros, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e a competitividade do Estado. “Esse movimento é importante para que nós possamos avançar com propostas para ajudar Goiás nesse momento de dificuldades econômicas. Surgiu com a ideia de fazermos, junto com os trabalhadores, reuniões para que a gente pudesse ter melhores ideias, projetos, e levar ao governo para, aí sim, formatar algo que pudesse ajudar num plano de desenvolvimento”, afirma Otávio Lage Filho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás  - ADIAL.

O movimento começou a ser formatado em maio, quando a Adial Goiás contratou pesquisas quantitativa e qualitativa para verificar os anseios dos goianos quanto à economia do Estado e a visão com relação aos incentivos fiscais. As pesquisas, realizadas nos municípios mais industrializados do Estado, captaram um apoio de mais de 90% da população à adoção de políticas públicas que levem ao crescimento econômico, por meio da industrialização, incremento do comércio e do setor de serviços. O levantamento do Instituto Fortiori captou também uma preocupação muito grande da população com a estagnação econômica e o aumento do desemprego nos municípios.

“Estamos neste movimento porque ele é pró, a favor de uma causa. Não é contra ninguém. Nós precisamos deste tipo de ação neste momento de superação de crise. E as entidades envolvidas têm muita credibilidade e capacidade de contribuir com o Estado”, afirma Edward Madureira, reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Temos uma grande oportunidade de somar forças para mostrar, inclusive, o potencial do Estado de Goiás para o restante do País, a qualificação do nosso pessoal e de participar da discussão de políticas governamentais que têm este intento”, diz Sandro Jadir, vice-presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros - CSB.

O Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos contará com seminários em cinco municípios que são pólos econômicos regionais. Além de Rio Verde, Anápolis e Goianésia, Catalão e Itumbiara também vão receber as rodadas de discussões. O movimento será encerrado com um grande evento em Goiânia, em novembro, onde será fechada a carta de propostas para o Estado.

Entidades que integram o movimento em defesa do desenvolvimento e dos empregos:
Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg); Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial Goiás); Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio); Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg); Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg); Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial); Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg); Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB-GO); Federação dos Trabalhadores Rurais Empregados Assalariados de Goiás (Fetaer-GO); Federação dos Trabalhadores das Indústrias nos Estados de Goiás, Tocantins e DF (Ftieg); Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Goiás (Ftiag); Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Força Sindical Goiás; Sindicato dos Policiais Federais em Goiás (Sinpef – GO); Federação das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Goiás (FESSPUMG); Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindipetros); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) ; Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Fórum dos Trabalhadores de Goiás; Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL);Federação dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral de Goiás, Bahia e Tocantins (Fetramag); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL); Confederação Nacional dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e Logística (Conamm); Universidade Federal de Goiás (UFG); Instituto Federal de Goiás (IFG); Instituto Federal Goiano (IFGoiano); Cia. de Dança Quasar.