‘Não preciso de papel para ficar’


Restam pouco mais de três meses para terminar o atual vínculo de Abel Ferreira com o Palmeiras. Leila Pereira tem pressa para estender mais uma vez o contrato do treinador, mas o português não está preocupado. Tranquilo, ele disse não precisar assinar um papel para seguir no clube que comanda há quase cinco anos.

Na entrevista coletiva após a vitória por 3 a 1 sobre o River Plate que garantiu o Palmeiras nas semifinais da Libertadores, ele citou os elogios do compatriota José Mourinho, que disse no mês passado que Abel tem “carreira brilhante” e é referência no Brasil, para sinalizar que sua palavra à presidente Leila Pereira vale mais que um contrato que deve formalizar a sua permanência.

“Não preciso de contratos. Preciso só que as pessoas que estão dentro do clube confiem no meu trabalho e os torcedores também. Se os torcedores não confiarem, não vou ser empecilho a ninguém. A presidente sabe, e eu falei antes do Mundial”, acrescentou.

Antes do jogo, a presidente palmeirense foi categórica ao dizer que o treinador vai permanecer e disse que não há multa rescisória para nenhuma das partes no novo contrato do treinador, com vigência de dois anos, à espera de sua assinatura. “O documento, o contrato, já está nas mãos do Abel. É só ele assinar”, falou Leila.

Bicampeão da Libertadores, Abel busca o tri e o Palmeiras, o tetra. O treinador alcançou sua quinta semifinal da competição em seis edições disputadas.

A campanha nesta edição é quase perfeita: nove vitórias em 10 partidas. O time é o único invicto e aguarda seu adversário, que será LDU ou São Paulo.

“O Brasil é especial, mas não podemos ser 8 ou 80. Vocês sabem bem o que a torcida fez comigo. Eu sou o mesmo, mas não esqueço do que fizeram, do que me chamaram. Está marcado. Sangra por dentro. Já falei que o que eu faço é dar o melhor que sei”, afirmou o rancoroso técnico, remoendo ainda as críticas e o pedido para sair do clube depois da eliminação para o Corinthians na Copa do Brasil.

Sobre o jogo, disse ter gostado, no geral, da apresentação da equipe que fez 5 a 2 nos argentinos no placar agregado. “Se eu tivesse que dividir em quatro partes, eu diria que na primeira parte do jogo lá nós fomos melhores. No segundo tempo, eles. No primeiro tempo aqui foi um jogo equilibrado, mas no segundo tempo fomos mais dominadores.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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