A Prefeitura de São Paulo informou nesta quinta-feira, 7, que aplicou uma multa de R$ 190 mil a um prédio em frente ao Elevado Presidente João Goulart (Minhocão), no centro da capital, por causa da exposição de uma obra que remete à série Wandinha, da Netflix. O edifício tem cinco dias para retirar a pintura.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa do prédio. E, procurada, a Netflix não retornou os questionamentos da reportagem até a publicação do texto.
A Prefeitura informou que fez uma vistoria e constatou que a arte, aplicada na lateral de uma edificação a rua Ana Cintra, no bairro Santa Cecília, é de responsabilidade do próprio prédio.
A administração alega que a obra desobedece à Lei Cidade Limpa (14.223/2006), que “proíbe a exibição direta ou indireta de nomes, marcas, logotipos, produtos ou serviços de caráter comercial em intervenções artísticas, como grafites e murais”.
“Após a aplicação da primeira multa, o autuado terá o prazo de cinco dias para remover a pintura. Caso não cumpra a determinação, novas autuações serão aplicadas a cada 15 dias”, acrescentou.
Embora a Prefeitura informe que a obra seja de responsabilidade do edifício, a empresa chegou a fazer uma publicação sobre a obra na conta oficial do Instagram no começo da semana. “Tão bom ver o humor contagiante da Wandinha tomando as ruas de São Paulo… A parte 1 da 2ª temporada estreia já na quarta-feira, dia 6 de agosto!”, diz a postagem.
O painel é assinado por Aline Bispo, artista que também desenhou a capa do livro Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior. Com um fundo roxo, e a personagem ao centro com os braços cruzados, a arte adota um tom provocativo e irônico, típicos da personagem: “Viaduto praia? Realmente fascinante”.
Aline Bispo diz nas redes sociais que adotou um tom político para a sua arte, costurando o preconceito que famílias latinas e imigrantes sofrem nos Estados Unidos com o jeito satírico de Wandinha.
“Wandinha é uma personagem da qual gosto e me identifico neste ponto, mas também no desencaixe intencional em relação ao mundo. Aproveitei para trazer as tradicionais espadas de São Jorge, tão presentes em meus trabalhos, com a intenção de conectá-la a esse ambiente, de uma latinidade outra”, disse a artista, também nas redes sociais.
A reportagem também busca contato com Aline Bispo.
Por: Estadão Conteúdo
Um quarto das estudantes adolescentes do Brasil já sofreu alguma situação de violência sexual, incluindo toques,…
Um balanço realizado pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) revela que as mulheres representam 83,67%…
O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (24), que o combate à dengue será o…
O pagamento da parcela de janeiro dos contribuintes que negociaram débitos de ICMS, IPVA e…
Atuar em cenários tipicamente masculinos ainda é um desafio para muitas mulheres, em diversas áreas.…
Trindade também faz parte do roteiro do Encontro da Economia Criativa do Setor Cultiral de…
This website uses cookies.