Imagem ilustrativa criada por IA
Uma mulher foi presa em flagrante pelo crime de extorsão em Goianésia, após ameaçar uma comerciante e exigir valores muito acima do montante originalmente emprestado. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás, por meio da 15ª Delegacia Regioanal de Polícia (DRP).
Segundo a investigação, a suspeita teria cobrado juros abusivos e feito ameaças contra a vítima e seus familiares, além de tentar retirar mercadorias da loja como forma de pagamento da suposta dívida.
De acordo com o relato da comerciante, ela realizou um empréstimo com a investigada para investir no próprio negócio, acreditando que os juros cobrados seriam compatíveis com a prática comum do mercado local, entre 2% e 5% ao mês.
No entanto, ao final do primeiro mês, a vítima foi surpreendida com a cobrança de 20% de juros. Ao manifestar a intenção de quitar integralmente o valor emprestado, foi informada de que a credora “não trabalhava dessa forma”, pois dependia de juros prolongados como fonte de renda.
A situação teria evoluído para ameaças veladas e, posteriormente, para intimidações diretas contra a comerciante e seus familiares.
Conforme apurado, a suspeita passou a exigir um valor que ultrapassava mais de quatro vezes o montante inicialmente emprestado. Além disso, reivindicava a própria loja da vítima como forma de pagamento, incluindo roupas, móveis, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.
Após a denúncia formalizada na delegacia, a equipe policial se deslocou até o estabelecimento comercial, localizado na região norte de Goianésia.
No local, os agentes flagraram a investigada retirando mercadorias do interior da loja, assim, diante da situação, foi dada voz de prisão em flagrante, e a mulher foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais.
O crime de extorsão está previsto no artigo 158 do Código Penal Brasileiro. A legislação define como extorsão o ato de constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, com o objetivo de obter vantagem econômica indevida.
A pena prevista varia de quatro a dez anos de reclusão, além de multa, podendo ser agravada dependendo das circunstâncias do caso.
A Polícia Civil informou que o procedimento foi formalizado e que o caso seguirá para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.
De acordo com a polícia, o episódio reforça o alerta para que comerciantes e empreendedores busquem instituições financeiras regulamentadas ao contratar empréstimos, evitando acordos informais que possam resultar em práticas abusivas ou criminosas.
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