Mulher é condenada a oito anos de prisão por agredir mais de 20 bebês em creches em Londres


Por Redação O Estado de S. Paulo – 26/09/2025 16:44

Roksana Lecka, uma funcionária de creche de 22 anos, foi condenada a oito anos de prisão por agredir 21 bebês. As informações são dos veículos britânicos The Guardian e BBC. Roksana admitiu sete acusações de crueldade contra menores de 16 anos e foi condenada após um julgamento por outras 14 acusações, por suas ações em duas creches. Ela foi considerada inocente de três acusações de crueldade infantil.

Os crimes de Roksana foram descobertos em junho do ano passado, após ela ter sido mandada para casa por beliscar várias crianças na creche Montessori Riverside, em Twickenham, Londres. Detetives da Polícia Metropolitana analisaram as imagens das câmeras de segurança da creche, que a mostraram beliscando e arranhando crianças, todas com idades entre 18 meses e dois anos, por baixo das roupas, nos braços, pernas e barrigas, às vezes dezenas de vezes por dia.

Ela também foi vista empurrando bebês de cabeça para baixo sobre berços e cobrindo a boca de uma criança pequena quando ela começou a chorar. Em certa ocasião, ela teria chutado o rosto de um menino várias vezes e pisado em seu ombro.

Roksana trabalhou na creche Riverside entre janeiro e junho de 2024 e foi suspensa em 28 de junho daquele ano. Segundo a Polícia Metropolitana, ela teria agredido crianças entre outubro de 2023 e junho de 2024 – quase todas as acusações estavam relacionadas à Riverside, que já foi fechada, e uma estava relacionada à Little Munchkins, em Hounslow.

“Você cometeu vários atos de violência gratuita”, disse a juíza Sarah Plaschkes a Roksana. “Muitas vezes, a criança estava tranquila e feliz, cuidando da própria vida, antes de você infligir dor deliberadamente. Sua conduta criminosa pode ser devidamente caracterizada como sádica”, afirmou.

Durante o julgamento, Roksana negou as agressões às crianças na creche Riverside, mas ela mudou várias declarações pouco antes do início do julgamento, após ter visto as imagens das câmeras de segurança.

Roksana disse à polícia que fumava maconha antes de seus turnos e, em determinado momento, foi vista com um vape a um metro de distância de um bebê. Ela também chegou a afirmar que ficava mal-humorada se não pudesse fumar seu cigarro eletrônico no trabalho e que, durante a semana de sua suspensão, ela estava “priorizando demais” o seu namorado.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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