O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta quarta-feira, 21, que está aberto a melhorar o decreto que estabelece regras para a educação a distância no Brasil.
Na última segunda-feira, 19, o governo anunciou novas normas para a educação a distância no País. O texto proíbe que haja cursos remotos nas carreiras de Medicina, Direito, Odontologia, Psicologia e Enfermagem. Como o Estadão mostrou, conselhos que representam profissões ligadas à saúde, e que não foram incluídas na lista de cursos de graduação que devem ser ministrados integralmente de forma presencial, demonstram insatisfação com o decreto do governo federal que regulamenta a modalidade de educação a distância (EAD)no Brasil.
Durante sessão da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, Camilo destacou que decreto que estabelece regras para a educação a distância foi construído após ouvir diversos setores da sociedade, e afirmou que o objetivo do novo marco é garantir a qualidade no ensino.
“Isso é um decreto, pode ser aperfeiçoado, pode ser melhorado. Mas nós garantimos ampla discussão, inclusive com audiência pública nesta Casa”, disse.
Ao longo de sua fala, o ministro rebateu acusações de que o Ministério da Educação (MEC) teria preconceito com a modalidade. Camilo afirmou que o governo é a favor da EAD, mas que as novas regras são necessárias.
“Quando entrei no ministério, suspendi todas as autorizações de Enfermagem a distância em novos cursos no Brasil, porque não acredito que o povo brasileiro quer ser atendido por um enfermeiro formado 100% a distância. Estamos colocando regras claras para garantir a qualidade, estamos protegendo a população”, disse.
Desde 2017, a EAD no Brasil passou a ter regras mais flexíveis, sem controle sobre o tamanho da carga horária dos cursos ofertada a distância. O crescimento foi de 700% no número de graduações na modalidade e, pela primeira vez na história, a maioria dos alunos em instituições privadas não está mais no ensino presencial.
Ao longo de sua gestão na pasta da Educação, o ministro vinha manifestando insatisfação com o regramento da modalidade, sobretudo na área da Saúde.
“Os dados do Censo escolar são claros: houve um crescimento do ensino a distância no Brasil de forma que ele já ultrapassou significativamente o ensino presencial. E não existe nenhuma política, nada que garanta, de forma clara, o funcionamento do ensino a distância”, disse Camilo.
Segundo a norma, cursos de licenciatura e saúde estão vetados na modalidade a distância. Nesse contexto, o novo decreto cria a modalidade semipresencial.
– Em um grupo de cursos semipresenciais (o que inclui as licenciaturas e cursos de saúde), 30% da carga horária de atividades deverá ser presencial e 20% deverá ser presencial ou síncrona (aulas transmitidas ao vivo) mediadas. Os demais 50% das horas poderão ser remotas, sem transmissão ao vivo.
– Outro grupo de cursos semipresenciais (o que inclui as engenharias) deverá ter pelo menos 40% de atividades presenciais e 20% de atividades presenciais ou síncronas mediadas. Os demais 40% das horas poderão ser remotas, sem transmissão ao vivo.
Por: Estadão Conteúdo
O Procon Goiás apreendeu cerca de 450 latas de cervejas impróprias para consumo, totalizando 157…
A segunda edição da Corrida Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi) ocorre na próxima…
Para evitar que as viagens de brasileiros para os jogos da Copa do Mundo se…
Nos últimos meses, um movimento curioso tem chamado atenção de muitos brasileiros: o aumento nas…
O Flamengo conseguiu segurar um empate de 1 a 1 com o Estudiantes (Argentina), na…
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o início da temporada de…
This website uses cookies.