Microsoft faz demissão de 6 mil funcionários em nova reestruturação; brasileiros foram afetados


A Microsoft iniciou nesta terça-feira, 13, uma nova rodada de demissões que deve atingir cerca de 6 mil funcionários em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 3% de sua força de trabalho.

A companhia, que empregava cerca de 228 mil pessoas em junho de 2023, afirmou que as demissões atingirão todas as regiões e níveis hierárquicos, incluindo unidades como o LinkedIn e a divisão de jogos Xbox. Entre os demitidos, há brasileiros, mas não é possível saber o número de afetados no País.

Procurada pelo Estadão, a companhia disse: “Continuamos implementando as mudanças organizacionais necessárias para melhor posicionar a empresa para o sucesso em um mercado dinâmico”.

No estado de Washington, EUA, sede da Microsoft, a empresa comunicou à agência estadual de emprego que 1.985 funcionários serão afetados, sendo 1.510 deles em escritórios da companhia. É o maior corte desde janeiro de 2023, quando 10 mil postos foram eliminados durante um movimento amplo de ajuste no setor de tecnologia.

Pete Wootton, porta voz da companhia, disse ao site The Verge que os cortes não têm relação com o desempenho individual dos funcionários.

As demissões ocorrem mesmo após a Microsoft divulgar, no fim de abril, resultados financeiros robustos. A empresa registrou lucro líquido trimestral de US$ 25,8 bilhões e forneceu previsões otimistas para o futuro.

Durante conferência com acionistas, a diretora financeira da empresa, Amy Hood, já havia sinalizado a intenção de enxugar a estrutura de liderança. “Estamos focados em construir equipes de alto desempenho e aumentar nossa agilidade, reduzindo os níveis com menos gerentes”, disse.

A reestruturação também acompanha mudanças recentes no perfil de atuação da empresa. A Microsoft investiu US$ 80 bilhões no último ano fiscal em infraestrutura para suportar suas tecnologias de inteligência artificial (IA), que já começaram a transformar áreas internas, inclusive com geração automatizada de código, segundo o CEO Satya Nadella. O comandante da companhia afirmou recentemente que 30% dos códigos da empresa foram criados por IA.

Além das demissões gerais, a companhia já havia promovido cortes em outras frentes nos últimos meses. Em janeiro, centenas de trabalhadores foram desligados em ações baseadas em desempenho. Em maio, a Microsoft fechou estúdios de jogos como Tango Gameworks e Arkane Austin, afetando mais de 1,9 mil pessoas.

Em setembro, outros 650 funcionários da divisão Xbox foram dispensados em consequência da reestruturação após a aquisição da Activision Blizzard. Cortes também atingiram as equipes do Azure e do HoloLens no primeiro semestre deste ano, eliminando cerca de mil cargos.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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