A Metrobus realiza um processo estruturado de transição para a eletromobilidade. A iniciativa integra a política de modernização do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia e reposiciona a operação do BRT Leste-Oeste, em bases tecnológicas e energéticas mais eficientes.
O primeiro movimento ocorreu em 2024, com a incorporação de dois ônibus elétricos à frota. Em 2025, outros cinco veículos passaram a operar no sistema. No início do ano, a empresa recebeu 21 novos ônibus elétricos da Volvo, 16 articulados e 5 biarticulados. Com isso, a operação elétrica ganha escala e passa a ocupar espaço relevante na matriz operacional da companhia.
Ainda no primeiro semestre deste ano, está prevista a chegada de mais 23 ônibus elétricos da BYD, além da incorporação de veículos movidos a biometano. A ampliação complementa a matriz energética do sistema e consolida uma operação diversificada, com diferentes tecnologias de baixa emissão integradas ao planejamento estratégico da empresa.
A ampliação da frota altera a lógica de gestão do sistema. Os novos veículos operam com sistemas de telemetria que permitem monitoramento em tempo real, leitura de desempenho e acompanhamento de indicadores técnicos.
A operação passa a ser orientada por dados, com informações consolidadas sobre consumo energético, condução, desempenho de baterias e padrões de uso. O modelo substitui decisões baseadas apenas na experiência prática por uma gestão apoiada em métricas. Para o superintendente de Operações, Lêonidas Júnior, a mudança vai além da substituição de tecnologia.
“Estamos estruturando uma operação com base em planejamento, capacitação e controle de indicadores. A frota elétrica exige outro padrão de condução, manutenção e acompanhamento técnico. É uma virada operacional que envolve método e disciplina.”
A transição também demandou investimento em formação. Ao todo, 116 motoristas participaram de treinamento teórico e prático conduzido por instrutores da Volvo. O processo incluiu ainda equipes de tráfego, manutenção e profissionais responsáveis pelas vistorias de saída e recolhimento. A capacitação buscou alinhar procedimentos, padronizar rotinas e reduzir riscos na fase de adaptação.
Após quase cinco décadas operando exclusivamente com veículos a combustão, a empresa passa por uma mudança estrutural. A introdução da frota elétrica exige revisão de protocolos, reconfiguração de processos internos e adaptação cultural.
A eletromobilidade deixa de ser projeto piloto e passa a integrar o planejamento estratégico da companhia. Com a nova operação e a complementação energética prevista para 2026, a Metrobus consolida uma etapa de modernização iniciada em 2023 e projeta o BRT para um modelo alinhado às exigências técnicas e ambientais do transporte público contemporâneo.
Fonte:Agência Goiana de Notícias
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