Categories: Últimas Notícias

Mais uma universidade pública de SP terá vagas no vestibular para pessoas trans e travestis


A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai passar a reservar vagas em seus cursos de graduação para pessoas trans, travestis ou não binárias. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira, 1º, pelo Conselho Universitário (Consu), órgão máximo da instituição. As vagas serão oferecidas no Edital Enem-Unicamp e poderão concorrer candidatos oriundos de escolas públicas e privadas.

No País, pelo menos 13 instituições de ensino superior estaduais e federais (entre elas a Unifesp e a UFABC) contam com esse tipo de sistema de acesso à graduação.

O modelo da Unicamp prevê que os cursos com até 30 vagas regulares deverão ofertar no mínimo uma como vaga regular ou adicional para essa população. A modalidade fica a critério da congregação de cada faculdade. Caso seja vaga extra, o preenchimento não será obrigatório.

Já os cursos com mais de 30 vagas deverão ofertar duas vagas, podendo ser regulares ou adicionais. Quando não forem adicionais, essas vagas serão subtraídas das vagas de ampla concorrência existentes no sistema Enem-Unicamp. O modelo define ainda que metade das vagas será distribuída atendendo aos critérios das cotas para pretos, pardos e indígenas (PPI).

O processo de seleção dos candidatos inclui autodeclaração na inscrição, como preveem a Corte Interamericana de Direitos Humanos e o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, haverá exigência de um relato de vida, modelo já utilizado em outras instituições de ensino superior. Esse relato será submetido a uma comissão de verificação.

Segundo a Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), 279 candidatos se inscreveram no vestibular 2025 da Unicamp com nome social. Desses, 40 foram convocados. Os cursos mais procurados por esse grupo foram Artes Visuais, Ciências Biológicas e Medicina.

Cinco anos após a abertura das primeiras vagas, será realizada uma análise dos resultados da política.

A proposta aprovada foi resultado da articulação entre movimentos sociais, como o Ateliê TransMoras e o Núcleo de Consciência Trans (NCT), discentes da Unicamp e a reitoria, a partir de acordo firmado na greve de alunos de 2023.

“Trata-se de mais um momento histórico para nossa universidade”, disse o professor José Alves Neto, coordenador da Comvest e integrante do grupo de trabalho que formulou a proposta. Segundo ele, dos 15 integrantes desse grupo, sete são pessoas que se definem como trans.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Com Acelera Moda, empreendedorismo em Goiás ganha força em preparação estratégica para o MotoGP 2026 | ASN Goiás

Evento Acelera Moda veio para potencializar negócios durante e depois do MotoGP em Goiás (Divino…

1 hora ago

Técnico Leonardo Jardim é anunciado pelo Flamengo

O Flamengo anunciou, nesta quarta-feira (4), que contratou o técnico Leonardo Jardim. O português, que…

2 horas ago

Aluguel Social beneficia mais 734 moradores em 4 cidades

Mais 734 cartões do Programa Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social serão entregues nesta…

4 horas ago

CGE lança novos eBooks de três programas

Material é dos projetos Governo Aberto e Participação Cidadã e devem ajudar no direcionamento das…

5 horas ago

Parceria entre SSP e TJGO vai fortalecer fiscalização de medidas protetivas

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO) firmou, nesta terça-feira (03/03), acordo de cooperação…

6 horas ago

Como consultar pontos na CNH em 2026: veja passo a passo online

Motoristas podem consultar os pontos da CNH pela internet de forma rápida e gratuita. A…

7 horas ago

This website uses cookies.