O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira, 4, que 26 países, incluindo Reino Unido e França, se comprometeram a enviar tropas para uma força de “reasseguramento” à Ucrânia assim que houver um cessar-fogo, a fim de dissuadir novos ataques do presidente russo, Vladimir Putin. O comentário foi feito após reunião em Paris, que ocorre enquanto a guerra segue sem trégua e a questão do papel dos Estados Unidos continua sem solução.
A chamada “coalizão dos dispostos”, que reúne cerca de 30 nações, discute há meses planos de apoio militar para um cenário pós-guerra. Ed Arnold, especialista em segurança europeia no Royal United Services Institute (RUSI), em Londres, e ex-planejador militar alerta, porém, que “falar sobre planejamento operacional detalhado quando você sequer tem a missão é, francamente, impossível”.
Macron e o premiê britânico, Keir Starmer, defendem que qualquer força europeia precisa do respaldo americano. Mas o presidente dos EUA, Donald Trump, embora tenha dado sinais de envolvimento, recuou de suas demandas por cessar-fogo e limitou-se a declarar estar “decepcionado” com Putin.
Em encontro no Alasca, em agosto, não conseguiu persuadir o líder russo a negociar e tampouco aproximou Putin e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a coalizão “não apenas está disposta, mas também é capaz de entregar” garantias de segurança à Ucrânia.
Em publicação no X, Costa acrescentou que os países continuam trabalhando em novas sanções para pressionar Moscou, reforçando que a Rússia deve parar “imediatamente a matança”.
Segundo a AFP, Zelenski e os líderes europeus conversaram Trump após a cúpula em Paris. O encontro teve como foco as garantias de segurança a Kiev no pós-guerra, que podem incluir envio de tropas europeias, treinamento e apoio “de respaldo” dos Estados Unidos.
Diante de um Trump considerado imprevisível e de um Putin cada vez mais inflexível, o grupo quis demonstrar determinação em não abandonar Kiev nem ser marginalizado caso Washington e Moscou negociem diretamente o fim da guerra.
Ainda de acordo com a AFP, os EUA foram representados pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, que também se reuniu separadamente com Zelenski.
*Com informações da Associated Press
Por: Estadão Conteúdo
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