Luiz Gustavo resolve problema do São Paulo na zaga e mira Libertadores para ‘quem estiver aqui’


Luiz Gustavo, aos 38 anos, foi o melhor jogador da vitória do São Paulo sobre o Fortaleza nesta quinta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Não seria tão surpreendente, a não ser pelo fato de que o jogador não atuava desde 2 de abril, dias antes de ter sido diagnosticado um tromboembolismo pulmonar. Com contrato até o fim de 2025, o são-paulino tem ambição de classificar a equipe à Libertadores.

O período de 183 dias afastado foi de um rigoroso protocolo médico, que contou com repouso, medicação e retorno gradual aos treinamentos. Ele até chegou a ser relacionado para as duas últimas partidas, mas não entrou.

“Gratidão pela vida, por Deus me proporcionar mais uma oportunidade de fazer o que eu amo. Um jogo atípico, mas isso é o espírito que a gente tem de criar dentro do São Paulo, depois de uma semana difícil, com eliminação dolorosa, estamos aqui de novo, sem nos esconder. Esse é o espírito”, comemorou ainda na saída de campo.

Contra o Fortaleza, foi também uma questão de necessidade. Arboleda estava suspenso, Ferraresi e Tolói lesionados, e Alan Franco, preservado. Hernán Crespo montou a linha de três zagueiros com Luiz Gustavo e Negrucci improvisados, e Sabino como o único da posição.

Luiz Gustavo jogou os 90 minutos como zagueiro centralizado. O camisa 16 somou seis cortes, dois desarmes, duas interceptações e bloqueou dois chutes. Em quatro duelos pelo chão, três foram vencidos, além de 100% nos duelos aéreos, em três divididas. Mais especial ainda, esta foi a 50ª partida do volante-zagueiro pelo São Paulo.

“Estava há seis meses correndo na beira de campo, lutando para voltar. Com uma carreira assim e acreditar a voltar, só a paixão. É paixão grande pelo que fazemos no dia a dia. Amor ao futebol. Essas coisas são importantes ao grupo, mas são mensagens para todos. Pode ganhar, pode perder, mas quando se joga e se treina com paixão, é legal”, elogiou Crespo, na entrevista coletiva.

Sem perspectiva de retornos de Tolói e Ferraresi, Luiz Gustavo se credencia para atuar como zagueiro no restante da temporada. O recuo pode também exigir menos do jogador que, como volante, ainda aparecia em jogadas ofensivas.

“A gente quer, ano que vem, quem continuar no clube vai fazer o máximo nesta temporada para jogar mais uma vez a Libertadores. Para isso, a gente precisa somar pontos no campeonato”, concluiu o jogador, deixando o futuro em aberto.

O São Paulo de Luiz Gustavo e Gonzalo Tapia, outro destaque desta quinta-feira, volta a campo no domingo, às 16h, no clássico com o Palmeiras, no MorumBis.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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