O corpo do escritor Luis Fernando Verissimo, morto neste sábado, 30, após complicações de uma pneumonia, começou a ser velado no início da tarde. A cerimônia de despedida acontece no Salão Nobre Júlio de Castilhos, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, localizada no centro de Porto Alegre.
O governador Eduardo Leite decretou três dias de luto oficial no Rio Grande do Sul em razão do falecimento do escritor.
O corpo do cronista chegou ao local por volta das 11h30 e a despedida pública acontece até por volta das 18h45, encerrando com a cerimônia aberta de despedida. Um ato mais íntimo, apenas com a presença de amigos e familiares acontece depois.
A família decidiu não divulgar o horário e local do enterro, previsto também para este sábado. A despedida pública conta com a presença de familiares, amigos e autoridades gaúchas. Artistas, famosos e políticos do Brasil todo também manifestaram-se nas redes sociais para lamentar a morte do autor.
Homenagem do governo federal
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que cumpre agenda no Rio Grande do Sul, representou o governo federal na despedida do escritor.
Pela manhã, Padilha anunciou investimentos federais no Centro de Pesquisa, Formação e Ensino do Grupo Hospitalar Conceição, que receberá o nome de Luis Fernando Verissimo, em homenagem ao escritor gaúcho.
“Pessoa que sempre se posicionou a favor da democracia, da soberania brasileira, por um país mais justo. Foi sempre um grande companheiro para nós do governo do presidente Lula, não à toa o presidente fez questão de manifestar isso para a família”, afirmou Padilha.
Em postagem nas suas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o autor como “um dos maiores nomes de nossa literatura e nosso jornalismo”, e afirmou que Verissimo, “como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia”.
O atual prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, também esteve presente, mas fez uma rápida passagem no velório e saiu sem falar com a imprensa.
Já o ex-governador e ex-ministro das Cidades, Tarso Genro, marcou presença e afirmou que “Luis Fernando foi um dos grandes intelectuais do nosso tempo no Brasil”. Segundo o político, Verissimo “era um escritor dotado de um fino senso de ironia, de um conhecimento enorme da literatura universal e uma paixão enorme pelo país, pelo seu povo, por aquilo que ocorria no cotidiano do povo brasileiro”.
Outro ex-governador e ex-ministro que se fez presente foi Olívio Dutra, que comandou o Rio Grande do Sul entre 1999 e 2003. “Um escritor com enorme sensibilidade sobre o cotidiano da vida das pessoas. Ele teve uma relação muito próximo com o povo gaúcho, com a ideia de que o ser humano é um universo em si, e ele foi debulhando esse universo em suas crônicas”, declarou o ex-governador.
Verissimo tinha 88 anos, e estava internado no Hospital Moinhos de Vento desde o dia 17 de agosto. O escritor enfrentava complicações decorrentes de acidente vascular cerebral (AVC) e da progressão da Doença de Parkinson. Segundo o boletim médico, o escritor faleceu em decorrência de uma pneumonia.
Verissimo seguiu a carreira do pai, o romancista Érico, e também traçou uma carreira literária, mas com cores bastante diferentes das do pai, bem distantes do romance histórico e realismo fantástico. Dono de um texto afiado e carregado de ironias, Luis Fernando ficou conhecido nacionalmente por narrar o cotidiano da classe média brasileira com muito humor.
Romancista, cartunista, além de roteiristas Verissimo integrou a redação do Pasquim, jornal que ficou célebre por atuar contra a ditadura militar. Mas foi na crônica que o gaúcho de Porto Alegre teve seus maiores destaques, escrevendo para grandes jornais do Brasil, como o Estadão, onde iniciou o trabalho como cronista em 1988.
Por:Estadão Conteúdo
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