Os organizadores da Liga Mundial de Surfe (World Surfe League, em inglês) divulgaram nesta segunda-feira (28) o calendário de 2026, ano em que se comemora os 50 anos do circuito profissional de surfe. A competição terá 12 etapas, com início em abril e término em dezembro. Diferentemente das edições anteriores, o corte por notas ocorrerá na nona etapa do Mundial, e a grande final em Pipeline (Havaí) reunirá todos os competidores, incluindo os que não avançaram após a nota de corte. A etapa brasileira de Saquarema (RJ) ocorrerá entre 12 a 20 de junho.
Outra novidade é o aumento do número de surfistas mulheres no início da temporada regular, que subirá das atuais 18 para 24 participantes. Já o torneio masculino seguirá começando com 36 homens. Após a nona etapa (Lower Trestles), serão contabilizados os sete melhores resultados de cada competidor. Quem se classificar após a nota de corte, disputará a pós-temporada, que inclui as etapas de Abu Dhabi (10ª) e Peniche (11ª). A 12ª e última etapa será a de Pipeline (Havaí), mas não será com o formato do Finals, adotado nas últimas edições, inclusive a atual, com os cinco melhores da temporada na disputa do título.
A etapa de Pipeline terá a maior pontuação: 15 mil pontos no ranking. Já as etapas anteriores distribuirão 10 mil pontos. Para o cálculo da nota final que definirá os campeões (masculino e feminino) de 2026 serão considerados os nove melhores resultados de cada surfista em 12 etapas.
“Essas mudanças refletem nosso compromisso em honrar o legado da modalidade e, ao mesmo tempo, moldar seu futuro. Com os formatos atualizados, veremos desafios maiores desde o primeiro dia, com cada bateria trazendo consequências reais ao longo da temporada. Combinando isso com locais icônicos, a disputa feminina expandida e Pipeline como o ápice, estamos construindo um tour que atende melhor aos nossos atletas e fãs e conduz o surfe para o seu próximo capítulo”, justificou Ryan Crosby, diretor executivo da WSL.
Outra alteração relevante na temporada de 2026 da Liga Mundial de Surfe a exclusão dos rounds não eliminatórios e das repescagens. Na etapa regular (da 1ª à 9ª) os surfistas mais bem colocados no ranking (28 homens e oito mulheres) ficarão de fora da primeira rodada e começarão a competir na segunda, tendo como adversários os vencedores da fase anterior.
A partir da pós-temporada – etapas de Abu Dhabi e Peniche – apenas no torneio masculino os oitos melhores no ranking estão autorizados a prescindir da primeira rodada.
Na final em Pipeline, novamente a melhor colocação no ranking postergará o inicio da disputa para parte dos surfistas. Entre os homens, os oito primeiros colocados competirão a partir da quarta rodada. Já no torneio feminino, as oito primeiras cairão na água a partir da segunda rodada.
Etapa 1 – Bells Beach, Austrália – de 1 a 11 de abril;
Etapa 2 – Margaret River, Austrália – de 17 a 27 de abril;
Etapa 3 – Snapper Rocks, Austrália – de 2 a 12 de maio;
Etapa 4 – Punta Roca, El Salvador – de 28 de maio a 7 de junho;
Etapa 5 – Saquarema, Brasil – de 12 a 20 de junho;
Etapa 6 – Jeffreys Bay, África do Sul – de 10 a 20 de julho;
Etapa 7 – Teahupoo, Taiti – de 8 a 18 de agosto;
Etapa 8 – Cloudbreak, Fiji – de 25 de agosto a 4 de setembro;
Etapa 9 – Lower Trestles, EUA – de 11 a 20 de setembro;
NOTA DE CORTE
Etapa 10 – Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos – de 14 a 18 de outubro;
Etapa 11 – Peniche, Portugal – de 22 de outubro a 1 de novembro;
Etapa 12 – Pipeline, Havaí – de 8 a 20 de dezembro (com todos os inscritos)
Fonte: Agência Brasil
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