Líder do PL na Câmara acusa STF de perseguir possíveis candidatos a senadores de direita


O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), acusou neste domingo, 29, o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguir possíveis candidatos de direita com chances reais de se elegerem ao Senado. A declaração foi feita durante discurso na manifestação “Justiça Já”, organizada pelo pastor Silas Malafaia na Avenida Paulista, em São Paulo, com a presença do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

“A Justiça precisa ser imparcial. Hoje temos 65 deputados investigados pelo STF. Desses, 39 são do PL. Os outros, também de partidos de centro, são todos de direita”, afirmou Sóstenes.

O deputado também homenageou figuras da direita que, segundo ele, são alvo de perseguição judicial, como Daniel Silveira, Carla Zambelli e o general Braga Netto. “Tenho certeza de que o povo dará o recado em 2026: o Brasil é conservador”, concluiu.

Senadores da República têm a prerrogativa constitucional de julgar pedidos de impeachment contra ministros do STF, conforme estabelece o artigo 52 da Constituição Federal. A eventual cassação exige o voto favorável de dois terços dos parlamentares da Casa, em julgamento político conduzido por rito específico. Embora seja um mecanismo previsto, sua aplicação é historicamente rara e politicamente delicada.

O líder da Oposição, deputado Coronel Zucco (PL-RS), também discursou no ato. “Estamos com Bolsonaro porque ele é o símbolo do patriotismo e do civismo. Ele luta pelo voto impresso auditável”, disse.

Zucco e outros parlamentares mencionaram ainda o estado de saúde do ex-presidente, que se recupera de uma cirurgia realizada em abril para tratar uma obstrução intestinal decorrente da facada sofrida em 2018.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, afirmou que a “balança judicial está desequilibrada”. “Todos sabemos que o Bolsonaro não está sendo julgado, ele está sendo submetido a uma inquisição. Juiz que atua como parte não é juiz, é perseguidor, e essa aberração jurídica não será aceita”, disse.

E concluiu: “Não é que não haja provas para condená-lo – as provas mostram, pai, que você é inocente. E liberdade não se negocia.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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