Leonardo Jardim vê Cruzeiro prejudicado e chama árbitros de ‘amadores’: Extremamente frustrado’


Leonardo Jardim deixou o Allianz Parque neste domingo “extremamente frustrado” e indignado e com a sensação de que o Cruzeiro poderia ir muito além do 0 a 0 com o Palmeiras se o árbitro gaúcho Rafael Rodrigo Klein não tivesse interferência clara ao longo dos 90 minutos mais acréscimos. Na visão do comandante português, foram erros claros de uma arbitragem que definiu de “amadora.”

A bronca veio logo no começo, com a não expulsão de Gustavo Gómez, em entrada dura no atacante Wanderson – acabou substituído. Jardim ainda se irritou com tantas faltas anotadas para o Palmeiras, em sua análise, após simulações. Chegou a imitar um pulo de Vitor Roque ao gramado na primeira etapa. Também reclamou da expulsão de Fabrício Bruno, que no lance de contragolpe teria sido acertado por Alan e não o contrário.

Jardim chegou à entrevista com semblante fechado e demonstrando sua irritação. E foi logo questionado se o peso da não expulsão do Gustavo Gómez atrapalhou para o decorrer da partida. Ele respirou fundo e disparou sua indignação.

“Estou frustrado. Como treinador, só consigo controlar algumas coisas, treinar, e tenho um grupo fantástico. Mas estou frustrado se vale a pena continuar (no Brasil) quando na realidade nós não controlamos os jogos, fico extremamente frustrado”, desabafou. “Em relação ao jogo acho que… Foram muitas coisas que aconteceram, e não preciso falar o que vocês viram. Qualquer lance do adversário no chão e ele anotava, Fabrício (Bruno) não fez falta nenhuma, quem fez foi o adversário e ele foi expulso”, reclamou.

O Cruzeiro precisava vencer para diminuir a diferença do líder para dois pontos e caso a expulsão clara de Gustavo Gómez fosse confirmada, a história do jogo poderia ter sido diferente. Com o empate, os paulistas subiram a 62, com 61 do Flamengo e somente 57 dos mineiros, o que valeu Masi uma declaração de repúdio.

“Dizem bem-vindo ao Brasil, mas não quero isso para mim. Gosto de controlar o jogo, de ver os jogadores serem os responsáveis pelo resultado”, repetiu, revelando um papo com o centroavante Gabriel sobre o País.

“Gabriel perguntou se pela minha experiência internacional eu via o Brasileiro no Top 5. Eu disse que não. Não estou aqui para puxar o saco de ninguém. Enquanto o grupo profissional for gerido por um conjunto de árbitros amadores, enquanto não houver isenção, gramados iguais, um sindicato dos jogadores forte para defender os interesses do calendário, não vamos estar no Top 5”, reprovou. “Temos talento, emoção, torcedores espetaculares, mas sinceramente não sei se tudo isso vale a pena. Mais alguma pergunta? Acho melhor acabar por aqui. Obrigado”, levantou e saiu após somente uma resposta em tom de desabafo.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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