Laudo da morte de modelo e filha no Rio acusa intoxicação por monóxido de carbono


Laudos de exames feitos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmaram nesta sexta-feira, 24, que a modelo e influenciadora Lidiane Aline Lourenço, de 33 anos, morreu por intoxicação por monóxido de carbono. Ela e a filha, Miana Sophya Santos, de 15 anos, foram encontradas mortas no apartamento onde moravam, na Barra da Tijuca, no dia 9 de outubro.

De acordo com a Polícia Civil, o resultado comprova o que já havia sido apontado na perícia do apartamento, que identificou irregularidades nas instalações de gás.

Por conta do estado avançado de decomposição no corpo da adolescente, o exame sobre a causa da morte não foi conclusivo, informou a polícia. O caso continua sendo investigado pela 16ª Divisão Policial do Rio de Janeiro.

Entenda o caso

Conforme a Polícia Militar (PM), os corpos de mãe e filha foram encontrados no apartamento que fica no 11º andar de um edifício da Avenida Lúcio Costa, no dia 9 de outubro. Quando os PMs chegaram ao local, o Corpo de Bombeiros já estava lá.

Vizinhos acionaram os bombeiros por causa de um forte odor no andar do prédio. A porta do apartamento foi arrombada pela equipe. Lidiane estava em um quarto, e Miana estava na sala.

Segundo a Polícia Civil, a perícia realizada no local não encontrou indícios de agressão nem sinais de violência nos acessos ao apartamento. Mas os peritos identificaram irregularidades nas instalações de gás.

A polícia ainda não conseguiu determinar o dia exato da morte de mãe e filha, que tinham sido vistas com vida em 5 de outubro.

Quem eram as vítimas

Além de modelo e influenciadora, Lidiane também cursava medicina. Natural de Santa Cecília, que fica no oeste de Santa Catarina, ela havia se mudado para o Rio de Janeiro há alguns anos. Lidiane mantinha um perfil no Instagram com mais de 54 mil seguidores.

A filha, que era atriz, nascida na mesma cidade, acompanhou a mãe no Rio de Janeiro. Elas foram veladas e enterradas em Santa Cecília no dia 12 de outubro, no Cemitério Municipal.

O que diz a companhia de distribuição de gás

Em nota, a companhia Naturgy, responsável pela distribuição de gás, lamentou a morte de mãe e filha e informou que não identificou nenhum chamado de emergência ou solicitação para o imóvel.

“A companhia reforça que a empresa distribuidora de gás canalizado é responsável por levar o gás, por meio de redes, até o limite da propriedade dos consumidores. Assim como acontece em todos os demais serviços públicos como água e luz, a manutenção dos aparelhos como fogões e aquecedores e das instalações internas das residências é uma responsabilidade do consumidor”, afirmou.

Ainda segundo o comunicado, uma lei estadual prevê uma vistoria a cada cinco anos nas instalações e equipamentos de gás, chamada Inspeção Periódica de Gás (IPG).

“O prazo para a realização da IPG no bairro da Barra da Tijuca termina em junho de 2026 e não consta até o momento laudo de realização da inspeção do apartamento (onde mãe e filha moravam). Atualmente 64% dos imóveis da Barra da Tijuca realizaram a IPG em cumprimento a lei estadual”, explicou.



Por:Estadão Conteúdo

Estadão

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