Representantes do Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) estiveram presentes na 1ª Conferência Internacional sobre Resistência aos Antimicrobianos (RAM), realizada em Brasília.
O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais, gestores de saúde pública, pesquisadores e representantes de instituições acadêmicas e laboratoriais para discutir o cenário atual e alinhar estratégias de enfrentamento a uma das principais ameaças globais à saúde.
A resistência aos antimicrobianos ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas deixam de responder aos medicamentos, tornando infecções mais difíceis de tratar e aumentando o risco de disseminação de doenças, complicações e mortes.
A coordenadora-geral de Biologia Médica, Robmary Matias de Almeida, participou das discussões ao lado de delegações de diversos países das Américas e do Caribe, como Argentina, Chile, Colômbia, Peru, México, Estados Unidos, Canadá, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e República Dominicana, além de representantes regionais do Caribe.
O encontro também contou com a participação de organismos internacionais, como as Organizações Pan-Americana da Saúde (Opas) e Mundial da Saúde (OMS), e representantes de ministérios e órgãos governamentais, incluindo o Ministério da Saúde.
Um dos principais destaques da conferência foi a abordagem Saúde Única (One Health), que considera a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.
O conceito reforça que o enfrentamento da resistência antimicrobiana exige ações integradas, já que fatores como o uso inadequado de antimicrobianos na pecuária e o descarte irregular no meio ambiente impactam diretamente a saúde pública.
Durante o evento, foi discutida a construção de um roteiro regional para o período de 2026 a 2030, com o objetivo de padronizar estratégias, integrar dados e promover ações coordenadas entre os países das Américas e do Caribe.
A conferência também destacou o papel estratégico do setor laboratorial — tanto no âmbito clínico quanto ambiental — na prevenção e controle da resistência aos antimicrobianos, com ênfase no fortalecimento das redes de laboratórios e da vigilância genômica.
Foram discutidas ações para:
Nesse contexto, os Laboratórios Estaduais de Saúde Pública (Lacens) foram reconhecidos como estruturas fundamentais para a vigilância, confirmação diagnóstica e apoio às ações de controle, especialmente pela sua atuação integrada nas dimensões clínica e ambiental da saúde pública.
Outro ponto relevante foi a necessidade de fortalecer o monitoramento ambiental e os sistemas de alerta precoce, capazes de identificar rapidamente surtos de microrganismos resistentes, incluindo superbactérias, e subsidiar respostas oportunas dos serviços de saúde.
As estratégias de prevenção e controle de infecções também foram reforçadas, incluindo medidas de biossegurança, higiene nos serviços de saúde, vacinação e uso racional de antimicrobianos, fundamentais para reduzir a pressão sobre esses medicamentos.
A conferência consolidou o entendimento de que o enfrentamento da resistência aos antimicrobianos exige cooperação internacional contínua, uma vez que nenhuma nação consegue frear esse avanço de forma isolada.
Nesse contexto, foi reforçado o compromisso com o fortalecimento de políticas públicas integradas, com foco na vigilância, na capacidade laboratorial e na preservação da eficácia dos tratamentos para as futuras gerações.
Fonte:Agência Goiana de Notícias
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