Justiça marca para julho leilão das fábricas de soja da Imcopa no PR


A Justiça do Paraná marcou para o dia 3 de julho o leilão das unidades industriais da Imcopa Importação Exportação e Indústria de Óleos S.A., em recuperação judicial desde 2013. A decisão foi proferida na segunda-feira, 19, pela juíza Mariana Gluszcynski Fowler Gusso, da 26ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba.

Serão leiloadas três Unidades Produtivas Isoladas (UPIs): as plantas de Araucária e Cambé, no interior do Estado, e a marca de óleo de soja Leve. As propostas escritas devem ser entregues até as 13h30 do dia do leilão, com possibilidade de lances orais durante a audiência pública, marcada para o mesmo horário. Apenas os participantes que apresentarem propostas de pelo menos 80% da maior oferta fechada poderão fazer lances adicionais.

A Imcopa tem mais de 50 anos de atuação e se consolidou como uma das maiores processadoras de soja do País. As unidades industriais têm capacidade para esmagar até 1,5 milhão de toneladas da oleaginosa por ano, produzir 240 mil toneladas de proteína concentrada e envasar até 80 mil garrafas por hora de óleo refinado.

Na decisão, a juíza determinou que os bens colocados à venda não podem ser alvo de bloqueios em execuções fiscais, por serem considerados essenciais à execução do plano de recuperação judicial já homologado. Por outro lado, negou proteção semelhante a créditos que a empresa tem a receber de terceiros, como os do Grupo Sperafico, por não se tratarem de bens operacionais.

A publicação do edital foi autorizada com a exigência de inclusão de link para o 3º aditivo ao plano de recuperação judicial, documento que disciplina a venda dos ativos e detalha as condições do certame. O edital já está disponível para consulta pública.

O processo de recuperação da Imcopa se arrasta há mais de uma década e envolveu disputas societárias entre diferentes grupos de investidores. A principal envolve o Grupo Petrópolis e a gestora R2C. Constam ainda como partes interessadas bancos, fundos de investimento, além de tradicionais empresas do agronegócio como Bunge e Cargill.

O caso inclui litígios no Brasil e no exterior. A fase atual do processo é voltada à alienação dos ativos, com foco na quitação dos débitos com os credores sujeitos ao plano. O Ministério Público recebeu os autos na terça-feira, 20, para manifestação e tem cinco dias para se pronunciar.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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