A Justiça de São Paulo determinou o compartilhamento das provas da Operação Ícaro com a Receita Federal e com outros órgãos de investigação e fiscalização, a pedido do Ministério Público do Estado. Os documentos podem subsidiar novas frentes de investigação.
A Operação Ícaro revelou um esquema bilionário de corrupção na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado envolvendo a restituição de créditos de ICMS-ST, com suposta participação de auditores fiscais, empresários do setor de varejo, lobistas e operadores.
Foi no âmbito da investigação que o Ministério Público prendeu no dia 12 de agosto o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, o CEO da Fast Shop, Mário Otávio Gomes – ambos já em liberdade -, e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, que continua preso preventivamente sob acusação de ter recebido propina de R$ 1 bilhão.
O juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo, entendeu que há “evidente interesse público” no compartilhamento das informações.
“Considerando que a prova a ser compartilhada pode ser útil para a elucidação dos fatos em apuração nos procedimentos de destino, bem como, que será devidamente submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente à prolação da decisão de mérito, o pretendido comporta acolhimento. De modo a prevalecer o interesse público na busca pela verdade dos fatos”, diz a decisão.
A investigação teve origem no Grupo Especial de Repressão de Delitos Econômicos (Gedec), braço do Ministério Público de São Paulo, e já havia sido compartilhada no mês passado com outras promotorias criminais.
Os promotores envolvidos avaliam que as provas têm potencial para dar ensejo a novas investigações na esfera penal.
Duas denúncias já foram oferecidas no âmbito da Operação Ícaro. As acusações foram divididas segundo as empresas beneficiadas no esquema. Em agosto, o Ministério Público denunciou propinas da Ultrafarma e da Fast Shop – gigante do varejo de eletros que confessou ter pago R$ 400 milhões a auditores. Em setembro, a denúncia implicou a Rede 28, de postos de combustíveis, que teria repassado R$ 6,6 milhões aos fiscais, segundo a Promotoria.
Por: Estadão Conteúdo
Os proprietários de veículos em Goiás com débito de IPVA 2025 e placas finais 1…
Nas férias, muitas crianças passam mais tempo em casa e, consequentemente, aumentam as horas diante…
Uma árvore de Natal com cerca de 15 metros de altura caiu no início da…
Aproveitar as sobras da ceia do Ano-Novo é uma forma inteligente de evitar desperdícios e…
Aproveitar as sobras da ceia do Ano-Novo é uma forma inteligente de evitar desperdícios e…
O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), através do 18º Batalhão Bombeiro Militar (BBM),…
This website uses cookies.