Por Redação, O Estado de S. Paulo – 10/06/2025 21:12
A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner será presa por corrupção após a Corte Suprema do país ter mantido uma condenação contra ela nesta terça-feira, 10.
“As condenações de tribunais inferiores têm base em amplas provas”, diz a decisão da Suprema Corte. “Por isso, o recurso não foi acatado.”
Cristina foi condenada por contratar obras públicas superfaturadas e fraudar licitações na província de Santa Cruz durante sua presidência.
A pena é de 6 anos de prisão. Cristina também teve os direitos políticos cassados. Não cabe mais recurso. Ela diz ser inocente e vítima de uma perseguição judicial.
Cristina ainda não tinha sido presa porque cabia recurso da condenação. Com essa etapa concluída, a prisão será imediata, segundo o diário Clarín, mas ainda não está claro qual regime a ex-presidente deverá cumprir.
Juristas argentinos acreditam que ela possa ser presa temporariamente até que a Justiça decida provavelmente por uma prisão domiciliar.
Falando a apoiadores do lado de fora da sede de seu partido logo após a decisão do tribunal, ela disse: “Essa Argentina na qual vivemos hoje nunca para de nos surpreender.” Ela chamou os três membros da Suprema Corte de “marionetes” e os caracterizou como “um triunvirato de figuras vergonhosas” que respondiam a interesses econômicos poderosos, e disse que eles estavam agora “impondo um cerceamento ao voto popular.”
Principal rival de Cristina, o presidente Javier Milei celebrou a decisão. “Justiça”, escreveu em sua conta no X.
A ex-presidente de 72 anos anunciou na semana passada que concorreria a uma vaga como deputada na província de Buenos Aires, a mais populosa do país, nas eleições legislativas provinciais de 7 de setembro.
Com a condenação, no entanto, a oposição terá de repensar sua estratégia eleitoral antes das eleições parlamentares e regionais de meio de mandato em outubro.
Kirchner é a segunda presidente na democracia a ser condenada, depois de Carlos Saúl Menem (1989-1999), que foi sentenciado a sete anos de prisão por venda de armas. Menem, no entanto, nunca cumpriu pena. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
Por: Estadão Conteúdo
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