O ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho, demitido no início do mês após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção, indicou o substituto dele para chefiar a pasta.
O engenheiro Frederico de Siqueira Filho, empossado nesta quinta-feira, 24, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também foi apontado por Juscelino para presidir a Telebras. A estatal era chefiada por ele desde maio de 2023.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou que o nome de Frederico foi avalizada por Juscelino, pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e pelo líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA). O último chegou a ser anunciado como novo ministro, mas declinou da indicação. Os três escolheram um nome técnico e de confiança do União Brasil, já que a pasta das Comunicações faz parte da cota do partido na Esplanada.
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou e deu posse, na manhã desta quinta-feira, 24 de abril, ao engenheiro Frederico de Siqueira Filho no cargo de ministro das Comunicações. Frederico dirigia a Telebras e sua indicação pelo União Brasil foi apresentada ao presidente Lula pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o ex-ministro Juscelino Filho e o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes, em reunião realizada na tarde da quarta-feira (23) no Palácio do Planalto. O encontro de ontem também contou com a presença da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann”, afirmou a nota divulgada pela Secom.
Pelas redes sociais, Juscelino, que voltou a ocupar o cargo de deputado federal após pedir demissão, parabenizou a indicação do aliado. Segundo o ex-ministro, Frederico é um “grande nome” para seguir as ações iniciadas por ele na Esplanada.
“Parabenizo e desejo sucesso a Frederico de Siqueira Filho, novo ministro das Comunicações. Após quase dois anos à frente da Telebras, é um grande nome para seguir com ações do Ministério das Comunicações, sobretudo de inclusão digital, e contribuir com o governo do presidente Lula”, disse o deputado federal.
Juscelino pediu demissão após ser denunciado pela PGR, a partir de um relatório da Polícia Federal (PF) onde ele foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
A denúncia da PGR foi baseada em uma série de reportagens do Estadão que, desde o início do governo Lula, revelou irregularidades de Juscelino, envolvendo custeio de obras para benefício próprio com recursos do orçamento secreto.
Entre os mais de R$ 50 milhões indicados pelo então deputado em emendas do orçamento secreto na Câmara, pelo menos R$ 5 milhões foram destinados para asfaltar a estrada que leva a uma das propriedades de sua família – uma fazenda em Vitorino Freire (MA). A irmã do ministro, Luanna Rezende, era prefeita do município de pouco mais de 30 mil habitantes.
O Estadão também revelou denúncias que embasaram investigações da PF sobre o possível desvio de verbas federais na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Terminado o inquérito policial, a corporação imputou ao ex-ministro os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Por: Estadão Conteúdo
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