Juíza vê ‘apagão’ e ‘caos’ nas estradas e manda governo federal reativar radares


A Justiça Federal em Brasília determinou que o governo reative os radares nas rodovias federais. Os aparelhos de fiscalização eletrônica deixaram de operar neste mês por falta de recursos.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que precisa de R$ 364 milhões para manter os radares em funcionamento em 2025, mas o orçamento disponível é de R$ 43,3 milhões.

A juíza Diana Wanderlei, da 5.ª Vara Federal em Brasília, afirma na decisão que o cenário hoje é de “apagão” e “caos na segurança” das rodovias federais.

A magistrada alerta que há “omissão qualificada” do governo federal “em grandes proporções” e que, se o problema não for solucionado com urgência, os responsáveis podem ser processados por improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Diana mandou a União apresentar, em até cinco dias, um plano orçamentário para o funcionamento dos radares. Também mandou intimar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, “para fins de acompanhamento e viabilização de possível solução consensual”.

A decisão destaca que o corte no orçamento do DNIT coloca em risco a vida de um grande número de pessoas, que “passam a ficar expostas a altas velocidades de motoristas infratores contumazes”, e prejudica investigações de crimes nas estradas, como roubo de cargas e sequestros.

“Ressalto o caráter drástico-social que o apagão de radares nas rodovias federais está a causar, tudo em detrimento da segurança da população, situação que exige medidas imediatas por parte do Poder Judiciário, pontuando que o Brasil é um país com dimensão continental, tendo o transporte rodoviário o de maior utilização pela população, e considerando que até os radares de alta e altíssima criticidades deixaram de funcionar nas suas plenitudes”, argumentou a juíza.

A decisão foi tomada em uma ação popular movida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) em 2019, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a suspender o funcionamento dos radares.

Pressionado pela Justiça, Bolsonaro recuou e fechou um acordo para manter os aparelhos em funcionamento em pontos com altos índices de acidentes. O processo continua em tramitação para que a Justiça Federal posse fiscalizar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Beatriz Arcoverde, da EBC, vence categoria do Prêmio Mulheres Raras

A força da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e do jornalismo público comprometido com a…

9 horas ago

Curso capacita para prevenção e combate a incêndio nas rodovias

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), em parceria com o Corpo de Bombeiros…

13 horas ago

Deputada Rosângela Rezende postula maior apoio a alunos na preparação para o Enem

Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás uma iniciativa legislativa assinada pela deputada Rosângela Rezende (Agir)…

13 horas ago

Estudo usa células-tronco contra complicações do transplante de medula

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) estão desenvolvendo uma terapia avançada que já…

14 horas ago

Bombeiro Mirim abre inscrições para 2.060 vagas

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás realizará o Programa Educacional Bombeiro Mirim (Proebom) nos…

14 horas ago

Vereadores Gesmar e Sargento Santos solicitam reforço na sinalização no Bairro Santa Luzia

A Câmara Municipal de Goianésia aprovou por unanimidade, durante sessão ordinária realizada no Plenário Aleixo…

14 horas ago

This website uses cookies.