Juiz libera contratação de PMs da reserva para escolas cívico-militares


O Tribunal de Justiça autorizou o governo de São Paulo a seguir com o edital de seleção que prevê a contratação de policiais militares reformados para atuar como monitores do programa das escolas cívico-militares, no Estado.

As contratações estavam suspensas, por meio de liminar – ou seja, em caráter provisório -, desde o mês passado. Na ocasião, a Justiça acatou uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Apeoesp, o sindicato dos professores do ensino do Estado de São Paulo, que questionava o edital de seleção.

A decisão foi assinada pelo desembargador José Carlos Ferreira Alves que, entre as considerações, afirmou que o edital não tem uma autonomia própria, mas trata-se de uma aplicação de uma lei em vigor (1.398/2024), cuja constitucionalidade ainda está sendo debatida no Supremo Tribunal Federal.

“(…) Devendo ser acatada a evidente relação de prejudicialidade entre o ato normativo (Lei Complementar Estadual nº 1.398/2024) e o seu ato administrativo executório (Edital SEDUC nº 2/2025), de 17 de junho de 2025, a impossibilitar, dada a natureza regulamentar e secundária do edital impugnado”, disse o magistrado na decisão.

Com a decisão de revogar a liminar, o desembargador liberou novamente os efeitos do edital. “Uma vez que o Edital SEDUC nº 2/2025 (…) é despido de eficácia normativa autônoma, tornando indubitável a necessidade de apensamento”, acrescentou.

“Com a nova decisão, a Seduc-SP pode seguir com a execução do programa, que agora conta com segurança jurídica plena para o cumprimento das etapas previstas”, informou o governo de São Paulo, em nota.

Os policiais contratados são PMs da reserva e vão trabalhar como monitores nas cem escolas cívico-militares que aderiram ao programa, e anunciadas pela Seduc no primeiro semestre.

O governo previa o treinamento e a ambientação dos militares em junho, mas o imbróglio judicial atrasará o processo de seleção. Os resultados serão divulgados em 26 de agosto, e os novos monitores começarão as atividades em 8 de setembro.

Os selecionados terão jornada de até 40 horas semanais e passarão por capacitação focada na segurança escolar, mediação de conflitos e cultura de paz, conforme o governo paulista. “Todos os monitores serão avaliados semestralmente quanto ao desempenho e adaptação ao modelo”, acrescentou.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Brasil ultrapassa 30 milhões de gatos domésticos

A população de gatos no Brasil cresceu 5,4% nos últimos anos, passando de 29,2 milhões…

3 horas ago

Primeira Caravana Empreender com Você 2026 atendeu a Feira Hippie e Região da 44 | ASN Goiás

A capital goiana recebeu nesta sexta e sábado, dias 6 e 7, a Caravana Empreender…

4 horas ago

Vereadora Taíza Andrade propõe criação do aplicativo Tapa Buracos em Goianésia

A Câmara Municipal aprovou o requerimento da vereadora Taiza Aparecida de Andrade que solicita a…

6 horas ago

Jalles promove formação profissional para mulheres em Goianésia

A Jalles está com inscrições abertas para um curso gratuito de capacitação profissional exclusivo para…

7 horas ago

Cinco morrem e 11 ficam feridos em grave acidente na BR-020

Cinco pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas após um grave sinistro de trânsito registrado…

15 horas ago

Por iniciativa do MPGO, unidade prisional de Goianésia recebe doação de livros para fortalecimento de projeto de remição da pena pela leitura

A unidade prisional de Goianésia recebeu recentemente doação de livros da Citadel Grupo Editorial, destinada…

15 horas ago

This website uses cookies.