Isolamento de Macron se agrava com pedidos de renúncia e eleições antecipadas na França


Por Redação O Estado de S. Paulo – 07/10/2025 15:57

A crise política detonada na França pela renúncia do primeiro-ministro Sébastien Lecornu se agravou nesta terça-feira, 7, com um aumento das críticas ao presidente Emmanuel Macron dentro de seu próprio grupo político. Dois ex-premiês que serviram no gabinete do presidente o criticaram em meio à pressão para que ele convoque novas eleições legislativas ou renuncie ao cargo.

Um deles, Édouard Philippe, afirmou Macron deveria convocar eleições presidenciais antecipadas e renunciar após a Assembleia Nacional aprovar o orçamento para 2026.

Philippe, que foi o primeiro premiê de Macron depois que ele chegou ao poder em 2017, disse que o presidente francês deveria dizer “que não podemos deixar que o que temos vivido nos últimos seis meses se prolongue. Mais 18 meses é considerado tempo demais e isso prejudicaria a França”.

O presidente francês também foi criticado pelo ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, que manifestou seu descontentamento com a decisão de Macron de dissolver a Câmara dos Deputados em junho de 2024 – a raiz da crise atual.

“Como muitos franceses, não compreendo mais as decisões do presidente”, disse Attal à emissora TF1 na segunda-feira, 6.

Macron já havia dito anteriormente que cumprirá seu segundo e último mandato presidencial até o fim.

Renúncia do primeiro-ministro

Depois de aceitar a demissão de Lecornu, Macron deu ao seu aliado mais 48 horas para “negociações finais” com a intenção de tentar estabilizar o país antes de decidir seus próximos passos.

Lecornu se reuniu nesta terça-feira com autoridades da chamada Socle Commun (Plataforma Comum), uma coalizão de conservadores e centristas que havia fornecido uma base de apoio, embora instável, aos primeiros-ministros de Macron antes de se desintegrar, quando Lecornu nomeou um novo gabinete na noite de domingo, 5.

O novo governo então entrou em colapso menos de 14 horas depois, quando O conservador Bruno Retailleau retirou seu apoio.

O início da crise

A turbulência política tomou conta da França há mais de um ano, a partir da dissolução da Assembleia Nacional por determinação de Macron, o que desencadeou novas eleições.

Após o avanço da extrema direita nas eleições para o Parlamento europeu, Macron calculou que a votação lhe beneficiaria diante de um temor do avanço radical.

O primeiro turno da eleição, no entanto, teve um resultado contrário e o presidente teve de se aliar à Frente Ampla de esquerda para derrotar a direita radical.

Após a vitória, no entanto, Macron se recusou a incluir a esquerda na coalizão de governo, o que fragilizou seu governo.

Repleto de oponentes de Macron, os parlamentares derrubaram seus governos minoritários, um após o outro.

*Com informações da Associated Press.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Erros comuns ao usar o Pix que podem te levar à Receita Federal

O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento no Brasil por sua rapidez,…

1 hora ago

Nota de Falecimento

O Grupo Divina Luz comunica o falecimento de Agnaldo Antônio da Fonseca, ocorrido neste domingo,…

2 horas ago

Estaduais: Cruzeiro apresenta Gerson com derrota; Palmeiras bate Lusa

O torcedor do Cruzeiro presente no Mineirão no último sábado (10) viveu emoções distintas. Primeiro,…

2 horas ago

Ganhadora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios fez de uma dificuldade na família uma indústria de sucesso | ASN Goiás

Durante décadas, ciência e tecnologia foram vistas como territórios masculinos. Hoje, essa narrativa ganha novos…

16 horas ago

Suposta mandante de tentativa de homicídio em Alto Horizonte é presa em Goianésia

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Goianésia, vinculada à…

16 horas ago

Força Tática de Goianésia prende homem por tráfico e associação para o tráfico de drogas

Uma ação integrada entre a equipe de Força Tática e o setor de Inteligência do…

17 horas ago

This website uses cookies.