Inter de Milão só empata com o Monterrey em palco de más lembranças à Itália


Competição nova, frustrações recentes mantidas. Dezessete dias após amargar humilhante derrota na final da Liga dos Campeões, com 5 a 0 para o Paris Saint-Germain – ainda perdeu o título Italiano na rodada final -, a Inter de Milão estreou no Mundial de Clubes mais uma vez amargando um duro tropeço, desta vez sob nova direção, de Cristian Chivu. Na estreia do romeno, a equipe dominou a partida o tempo todo, criou chances aos montes, mas acabou lamentando um empate diante dos mexicanos do Monterrey, por 1 a 1, no Rose Bown, em Los Angeles, onde a Itália perdeu a Copa do Mundo de 1994.

Ainda conhecendo o novo clube, Chivu prometeu, na véspera do jogo, que a Inter de Milão não perderia sua forte identidade dos últimos anos, sob a direção de Simone Inzaghi. E a prova de que a equipe nerazzurri continua organizada na defesa e perigosa na frente veio com manutenção dos três zagueiros e com Lautaro Martínez com o faro de gol apurado. Ocorre que o gol do argentino na primeira etapa não foi suficiente. Destaque do Monterrey, o experiente zagueiro espanhol Sérgio Ramos abriu o marcador em sua principal característica: o jogo aéreo.

Com o resultado, os italianos veem o River Plate no topo da tabela de classificação do Grupo E graças ao triunfo por 3 a 1 sobre o Urawa Reds. No sábado (16h de Brasília), já mirando a reabilitação, o adversário da Inter será o time japonês, que deve ser presa fácil pela enorme diferença técnica entre os elencos. Os argentinos desafiam o Monterrey (22h).

Palco da decisão da Copa do Mundo de 1994 – não será uma das sedes na edição de 2026 -, o Rose Bowl não trazia boas lembranças para italianos. Foi no estádio que a Azzurra perdeu o título em disputa de pênaltis após 0 a 0 em tempo normal e prorrogação. Batida de Baggio pelo alto definiu os 3 a 2 para o Brasil.

Para transformar a missão da Inter um tanto mais indigesta, a proximidade dos Estados Unidos com o México deixou arquibancadas com domínio rival e um enorme clima hostil, com vaias a cada toque de bola e frisson gigantesco quando o Monterrey conseguia trocar alguns passes.

Havia uma pitada verde e amarela em campo também. Além da arbitragem do goiano Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por dois compatriotas, o lateral-esquerdo Carlos Augusto, surpresa na lista de Carlo Ancelotti na seleção brasileira, foi escolha de Chivu para romper as barreiras defensivas do Monterrey, que depois de alguns minutos de êxtase em campo, rapidamente se trancou com linha de cinco defensores mostrando que um ponto o satisfaria.

A Inter não custou a assumir o protagonismo da partida, como era o esperado. Com trocas de passes rápidas, envolventes, e incessantes avanços de Carlos Augusto, um verdadeiro ponta esquerda, o bombardeio ofensivo rapidamente virou a cara da estreia das equipes. Nada, porém, daquela finalização de perigo contra a equipe do também estreante técnico espanhol Domènec Torrent.

Quando teve sua primeira chance de ouro, em mais uma trama linda, a Inter errou o alvo. E acabou castigada de imediato. Primeira finalização do defensivo Monterrey, gol de cabeça de Sérgio Ramos, o quinto em dez jogos pelos mexicanos.

A parada para hidratação veio em bom momento para Chivu tentar reorganizar seu time e não deixá-lo desanimar após sair atrás quando era soberano em campo. Com toque sul-americano, a igualdade saiu em linda jogada ensaiada em cobrança de falta antes do intervalo, com Carlos Augusto servindo o artilheiro argentino Lautaro Martínez.

A Internazionale retornou do descanso ainda mais elétrica e empilhando chances para a virada. Até a entusiasmada torcida do Monterrey se mostrava preocupada com apenas um time jogando bola e seus ídolos no aguardo de um valoroso contra-ataque.

Mudanças de ambos os lados deixaram o jogo mais dinâmico, frenético e com o gol mais perto – O Monterrey se arriscou algumas vezes, na base da velocidade. O atrevimento fez os mexicanos pararem na trave, enquanto Lautaro Martínez até mandou às redes, mas estava impedido. Depois, mandou para o alto, em dia no qual a sorte da Inter poderia ser melhor tamanha sua superioridade.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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