Imagem: Polícia Civil
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, na última segunda-feira (26), um homem suspeito de praticar maus-tratos contra uma cadela de 12 anos, em Goiânia. A prisão foi realizada por equipes do Grupo de Proteção Animal (GPA), vinculado à 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), após denúncia que apontava grave situação de negligência.
A ação policial ocorreu após os agentes se deslocarem até a Unidade de Pronto Atendimento Veterinário (Upavet), onde o animal havia sido levado. No local, os policiais constataram a omissão de cuidados básicos por parte do tutor, situação que configurou crime de maus-tratos contra animal.
Durante a averiguação, foi identificado que a cadela apresentava um extenso ferimento aberto na região do rosto, com presença de miíase, caracterizada por infestação de larvas, além de forte odor, indicando que a lesão não havia recebido qualquer tipo de tratamento por vários dias.
O animal também se encontrava em estado avançado de magreza e desidratação, além de apresentar quadro severo de periodontite. As condições clínicas evidenciaram sofrimento prolongado e ausência de assistência veterinária adequada.
Segundo a Polícia Civil, o estado de saúde da cadela era extremamente grave no momento do atendimento, o que reforçou a materialidade do crime de maus-tratos por omissão.
Apesar da intervenção dos profissionais da unidade veterinária, a cadela não resistiu às complicações decorrentes das lesões e do estado crítico de saúde, vindo a óbito ainda no local.
A Polícia Técnico-Científica foi acionada para realizar a avaliação técnica, que confirmou os maus-tratos sofridos pelo animal. O laudo apontou que a morte foi consequência direta da negligência prolongada e da ausência de cuidados básicos por parte do tutor.
Questionado pelos policiais civis, o tutor afirmou que não buscou atendimento veterinário nem realizou qualquer tratamento para a cadela durante as semanas em que o animal apresentava os ferimentos. Ele alegou não ter condições financeiras para custear o tratamento, versão que não foi comprovada durante a apuração policial.
Diante das evidências, foi dada voz de prisão em flagrante ao suspeito, que foi conduzido à unidade policial. O homem permanece à disposição do Poder Judiciário e responderá pelo crime de maus-tratos contra animal, conforme previsto na legislação vigente.
A Polícia Civil reforça que maus-tratos contra animais configuram crime, especialmente quando resultam em sofrimento prolongado ou morte. Casos de negligência, omissão de cuidados, abandono e agressões devem ser denunciados para que as autoridades possam agir de forma rápida.
A atuação do Grupo de Proteção Animal tem sido fundamental no combate a crimes dessa natureza em Goiás, garantindo responsabilização criminal e proteção aos animais vítimas de violência.
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