A Polícia Civil de Goiás, por meio da Central de Flagrantes de Rio Verde, vinculada à 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), prendeu em flagrante, neste sábado, 17, um homem de 33 anos por conduzir veículo automotor sob influência de álcool. O caso chamou atenção pela circunstância inusitada da abordagem, ocorrida em frente à própria Delegacia de Polícia.
De acordo com informações oficiais, o condutor estacionou o veículo em local irregular, diretamente em frente à unidade policial. Ao desembarcar do automóvel, os policiais civis que estavam no local perceberam imediatamente sinais visíveis de embriaguez, o que motivou a abordagem e a averiguação da situação.
Durante a aproximação, os policiais constataram diversos indícios de que o motorista não estava em condições adequadas para conduzir um veículo. Entre os sinais observados estavam olhos avermelhados, fala arrastada e forte odor etílico, características típicas de alteração da capacidade psicomotora.
Diante da suspeita, a equipe realizou os procedimentos previstos em lei e convidou o condutor a realizar o teste do etilômetro, equipamento utilizado para medir a concentração de álcool no organismo por meio do ar expelido pelos pulmões.
O exame apontou resultado de 0,66 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, índice bem acima do limite permitido pela legislação de trânsito brasileira, que considera crime qualquer valor igual ou superior a 0,34 mg/L.
Prisão em flagrante e enquadramento legal
Com a confirmação do resultado do teste, o homem recebeu voz de prisão pelo crime previsto no artigo 306, caput, da Lei nº 9.503/97, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O dispositivo legal tipifica como crime conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência.
Após a prisão, o autor foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foram adotadas todas as providências legais cabíveis, incluindo o registro da ocorrência e a comunicação ao Poder Judiciário.
Embriaguez ao volante segue como uma das principais causas de acidentes
Casos de embriaguez ao volante continuam figurando entre as principais causas de acidentes graves e fatais nas rodovias e vias urbanas do país. Segundo especialistas em segurança viária, o consumo de álcool compromete reflexos, julgamento, coordenação motora e percepção de risco, aumentando significativamente a probabilidade de sinistros.
A legislação brasileira adota a política de tolerância zero para o consumo de álcool por condutores, justamente para reduzir os índices de acidentes e preservar vidas. Além das penalidades administrativas, como multa elevada, suspensão da carteira de habilitação e retenção do veículo, o motorista pode responder criminalmente quando o índice de alcoolemia ultrapassa o limite estabelecido.
Atuação preventiva da Polícia Civil
A Polícia Civil de Goiás destaca que, além da atuação repressiva, situações como essa demonstram a importância da fiscalização contínua e da conscientização da população sobre os riscos da combinação entre álcool e direção.
A prisão em flagrante reforça que o cumprimento da lei ocorre independentemente do local ou da circunstância, e que atitudes imprudentes no trânsito serão coibidas. A corporação reforça ainda que denúncias e comportamentos suspeitos podem ser comunicados às autoridades, contribuindo para a segurança coletiva.
Responsabilidade no trânsito é dever de todos
Especialistas ressaltam que a prevenção de acidentes passa, sobretudo, pela responsabilidade individual dos condutores. Optar por não dirigir após o consumo de álcool, utilizar transporte por aplicativo, táxi ou contar com um motorista designado são medidas simples que evitam tragédias e consequências legais graves.
A Polícia Civil reforça que continuará atuando de forma rigorosa no combate aos crimes de trânsito, visando preservar vidas e garantir a ordem pública nas cidades goianas.
Fonte:Polícia Civil






