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Hemu reforça proteção em crianças com aplicação do Palivizumabe


Ação reforça engajamento da unidade com a atenção especializada à saúde infantil, garantindo proteção adicional às crianças que mais precisam no período crítico das infecções respiratórias

No colo da mãe, o menino Bernardo recebe a aplicação do anticorpo Palivizumabe, no Hemu

Com a chegada do outono e inverno, aumentam significativamente os casos de infecções respiratórias em crianças. Entre as principais causas dessas doenças está o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por grande parte das infecções respiratórias agudas (IRAs) das vias aéreas inferiores em crianças pequenas. A bronquiolite é a manifestação clínica mais comum, seguida pela pneumonia, que também pode trazer complicações sérias para os pequenos.

Para ajudar na prevenção das doenças, o Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu), por meio do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (Crie), durante essa semana, de 17 a 21 de março, está fazendo a aplicação do Palivizumabe, anticorpo monoclonal específico contra o VSR, como medida preventiva essencial.

O Palivizumabe oferece uma imunização passiva, ou seja, atua como uma defesa temporária que ajuda a prevenir infecções graves pelo VSR, especialmente em crianças com alto risco de complicações, como aquelas que nasceram prematuras, são portadoras de doenças pulmonares crônicas, como a displasia broncopulmonar, ou apresentam cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica significativa e/ou hipertensão pulmonar.

A aplicação do anticorpo é feita mensalmente durante todo o período sazonal do vírus, que vai de fevereiro a julho, reduzindo de 45% a 55% a taxa de hospitalizações associadas ao vírus. “Esse cuidado é essencial para proteger nossos pequenos pacientes, que estão mais vulneráveis. O Palivizumabe tem papel fundamental na prevenção de casos graves, que poderiam levar à internação e até risco à vida”, destaca a coordenadora do Crie, enfermeira Nyslene Lima.

As mães têm aproveitado a oportunidade oferecida pela unidade com gratidão. Para muitas, a aplicação do medicamento traz mais segurança durante os meses em que as infecções respiratórias se tornam mais comuns. “É um alívio saber que meu bebê está sendo protegido. Ele nasceu prematuro e tem acompanhamento contínuo. Dou graças a Deus por isso. Viajo mais de 180 km para trazer meu filho”, compartilha Lanna de Souza, mãe do Otto, de 11 meses. “Essa vacina é uma esperança para a gente”, afirma Everlânea Gomes, mãe do Bernardo, de 4 meses.

Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento deve ser administrado em crianças com menos de 2 anos de idade com displasia broncopulmonar ou cardiopatia congênita ou adquirida associada à insuficiência cardíaca e/ou hipertensão pulmonar significativas, além de crianças abaixo de 1 ano que nasceram com idade gestacional inferior a 29 semanas.

Marilane Correntino (texto e foto)/IGH 

Dener Rafael

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