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Guarani celebra 114 anos com desafios na Série C do Brasileiro e futuro indefinido


O Guarani comemora, nesta quarta-feira (02), seus 114 anos de história, marcados por glórias e desafios. O clube, que já conquistou o título de Campeão Brasileiro em 1978 e chegou às semifinais da Libertadores no ano seguinte, busca agora um recomeço na Série C do Campeonato Brasileiro, após quase uma década afastado da terceira divisão.

A última passagem do clube pela Série C foi em 2016, quando garantiu o acesso em uma virada histórica contra o ASA, sob o comando de Marcelo Chamusca. Agora, o objetivo é retornar rapidamente à Série B, mas os desafios financeiros e estruturais exigem um planejamento cauteloso.

Diante das dificuldades financeiras, o Conselho de Administração, liderado pelo presidente Rômulo Amaro, tem adotado uma política de contratações estratégicas. O elenco, montado sob a supervisão do técnico Maurício Souza, é formado por uma mescla de jovens talentos, jogadores experientes e apostas do mercado alternativo.

Um dos reforços mais curiosos é o meia japonês Ryuta Takahashi, de 20 anos, revelado pelo Gamba Osaka. O treinador destacou a qualidade técnica do jogador e acredita que sua adaptação será essencial para o sucesso do time na competição.

“Ele não é um meia de criação, mas atua bem pelo lado direito, trabalhando com o pé esquerdo. Ele integrou a seleção japonesa de base e tem mostrado evolução rápida. Vamos ver como ele se adapta, pois a Série C exige muita competitividade”, afirmou Maurício Souza.

Paralelamente à preparação para a Série C, o Guarani está perto de uma decisão que pode mudar seu futuro: a adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O tema já foi amplamente debatido dentro do Conselho Deliberativo e pode ser votado pelos sócios em breve.

“A SAF é um caminho praticamente inevitável para o futebol moderno. Contratamos a Ernst & Young para realizar estudos e analisar o mercado. O objetivo é garantir um futuro sustentável para o clube”, explicou o presidente Rômulo Amaro.

Com a possível transformação em SAF, o Guarani busca atrair investidores e modernizar sua gestão, seguindo o exemplo de outros clubes brasileiros que aderiram ao modelo em busca de estabilidade financeira e sucesso esportivo.

Outro ponto de atenção nos bastidores é a construção de um novo estádio. O projeto faz parte do acordo judicial referente à venda do Brinco de Ouro, que prevê, além da compensação financeira, a entrega de uma arena moderna, um centro de treinamento e um novo clube social para os torcedores e associados.

Com 114 anos de história, o Guarani chega a um momento decisivo. Entre desafios dentro e fora de campo, a torcida segue esperançosa por dias melhores e pelo retorno do clube aos grandes palcos do futebol brasileiro.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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