Um incêndio de grandes proporções destruiu um galpão onde funcionava um centro de distribuição de cerca de 12 mil m². O local, que abastece supermercados da cidade e do interior, estava lotado de produtos. As causaram o desabamento de paredes e uma enorme nuvem de fumaça, que podia ser vista a quilômetros de distância.

O incêndio começou no início da tarde desta quinta-feira, 22, quando os funcionários (cerca de 200) haviam saído para almoçarem, assim, apesar de sua extensão, não deixou ninguém ferido.

O prejuízo estimado é de R$ 70 milhões. Segundo a diretora administrativa, Ana Lúcia Sodré, o local possui extintores, hidrantes e uma equipe de brigadistas, mas nada disso impediu que as chamas se alastrassem. "A gente trabalha com toda segurança e você vê num momento como esse daqui a sua impotência diante da situação", lamentou.

Fardos de papel e produtos de higiene e limpeza, além de estoques de álcool, que eram armazenados no galpão, ajudaram o fogo a se alastrar. Os bombeiros seguem atuando no local e preveem manter os trabalhos por pelo menos mais três dias. Mais de 120 mil litros de água já foram utilizados no combate ao fogo.

"O trabalho ainda vai continuar porque ainda tem muito material incandescente, muito material queimando ainda. Nós precisamos combater todo esse incêndio e fazer o rescaldo para que o local fique seguro", explica o tenente-coronel Ricardo Duarte.

O bombeiro acredita que se as chamas tivessem sido contidas em seu início, as proporções do incêndio poderiam ter sido menores. "Se alguém tivesse presenciado o incêndio poderia ter combatido o princípio e evitado que o fogo tivesse se alastrado dessa forma. Quando as pessoas verificaram o incêndio, a fumaça já estava muito alta e a quantidade de chamas muito avantajada. Isso, com certeza, acabou contribuindo para que o incêndio se propagasse com muito mais velocidade", pontua.