O Popular - Depois de juízes e desembargadores, promotores e procuradores de Justiça de Goiás também podem ser beneficiados com auxílio-saúde. Alegando “homenagem ao princípio da simetria”, a Associação Goiana do Ministério Público (AGMP) encaminhou na sexta-feira (15) ao procurador-geral de Justiça, Aylton Vechi, requerimento do benefício.

Partiu também da associação que representa os magistrados, a Asmego, o pedido para que fosse regulamentado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) auxílio de R$ 1,28 mil, em meio à forte crise financeira provocada pelo coronavírus, como mostrou o POPULAR na quinta-feira (14).

Assim como os magistrados, promotores e procuradores têm salários que variam de R$ 30,4 mil a R$ 35,46 mil e recebem auxílio-alimentação, de R$ 1,31 mil mensais.

Apesar da repercussão negativa do benefício para a magistratura, a AGMP enviou comunicado aos associados informando que reforçou oficialmente o pedido, que já havia sido feito em outubro do ano passado, logo depois que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou o chamado Programa de Assistência à Saúde Suplementar para membros e servidores do Judiciário em todo o País.

Caso haja aprovação pelo comando do MP-GO de auxílio no mesmo valor do TJ-GO, o impacto seria de cerca de R$ 680 mil mensais, considerando apenas os membros (procuradores e promotores), aposentados e pensionistas, em dados que estão disponíveis no Portal da Transparência do órgão. No TJ-GO, o benefício alcança servidores, em valor menor (de R$ 720 mensais), com impacto total de R$ 6 milhões por mês.