Categories: Últimas Notícias

Glauber Braga suspende greve de fome após acordo com presidente da Câmara


O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) decidiu suspender a greve de fome nesta quinta-feira, 17, após conversa com parlamentares do PSOL e apoiadores. A decisão foi tomada após diálogo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que prometeu adiar a votação da cassação do parlamentar em plenário para o segundo semestre.

“Quero dizer que estou suspendendo a greve de fome, mas nós não estamos suspendendo a luta contra o orçamento secreto”, afirmou Glauber. Segundo o parlamentar, ele agora começará o período de transição e recuperação.

Glauber iniciou a greve de fome no dia 2 de abril após o Conselho de Ética votar pela cassação dele, por 13 votos a cinco. Durante esse período, ele ficou dormindo no plenário de uma comissão da Câmara e fazendo apenas a ingestão apenas de água, soro fisiológico e isotônico.

Mais cedo, antes da declaração de Glauber, Motta disse que dará um prazo de 60 dias para votar a cassação de Glauber no plenário caso a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprove o avanço do processo.

“Garanto que, após a deliberação da CCJ, qualquer que seja ela, não submeteremos o caso do deputado ao plenário da Câmara antes de 60 dias para que ele possa exercer a defesa do seu mandato parlamentar”, afirmou Motta.

O processo foi aberto em 2024 em razão do episódio em que Glauber expulsou o influenciador Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), da Casa aos chutes.

Na ocasião, Costenaro fez insinuações sobre a ex-prefeita de Nova Friburgo Saudade Braga, que na época estava doente. Mãe do deputado, ela morreu 22 dias após o ocorrido.

O PSOL já tem o recurso pronto, que será apresentado à CCJ na próxima terça-feira, 22, prazo limite.

Segundo a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), o documento argumentará, entre outras coisas, a suspeição do relator do caso no Conselho de Ética, Paulo Magalhães (PSD-BA), e a desproporcionalidade da pena.

Como mostrou o Estadão, Magalhães – que pediu pela cassação de Glauber – também já agrediu uma pessoa na Câmara e não foi punido.

O incidente ocorreu em 2001, quando o jornalista Maneca Muniz lançava, no corredor das comissões da Câmara, um livro chamado As Veias Abertas do Carlismo, onde detalhava escândalos de corrupção de Antônio Carlos Magalhães, tio do deputado.

O parlamentar, que na época era do PFL (que se tornou DEM e agora é o União Brasil), arrancou um varal onde estavam expostos trechos da obra e deu um pontapé em Muniz, que revidou com um soco.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

13 vereadores reforçam base de apoio à candidatura ao Senado de Gracinha Caiado que tem Fião de suplente

A pré-candidatura de Gracinha Caiado ao Senado Federal, tendo Manoel Castro, o Fião, como primeiro…

7 horas ago

Probióticos: o que são, onde encontrá-los e qual a importância para a saúde intestinal

Os probióticos ganharam espaço nas conversas sobre alimentação saudável nos últimos anos. Presentes em alguns…

8 horas ago

Brasil vence Chile na estreia do Sul-Americano de basquete feminino

A seleção brasileira feminina de basquete sobrou diante do Chile na estreia do torneio classificatório…

9 horas ago

Entenda como funciona a Carteira de Trabalho Digital e o que ela substitui

A Carteira de Trabalho Digital passou a ser o principal documento trabalhista do país nos…

9 horas ago

Agosto Vermelho: Equatorial Goiás reforça orientações para evitar acidentes com rede elétrica

O Agosto Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre segurança com a rede elétrica, reforça um alerta importante:…

9 horas ago

Professores da rede estadual recebem progressão na carreira

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), concede progressão com ascensão…

12 horas ago

This website uses cookies.