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Fundo da Marinha Mercante: Região Norte tem R$ 2 bilhões em projetos aprovados

O setor portuário e a indústria naval do Norte do Brasil seguem em evolução. O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou, em maio, R$ 2 bilhões para investimentos em projetos que visam potencializar a logística regional.

Os recursos serão aplicados em cinco iniciativas. Os empreendimentos estão relacionados à construção de balsas, empurradores, barcaças e rebocadores. A ideia é fortalecer a navegação interior e a infraestrutura fluvial dos estados, sobretudo do Amazonas e do Pará.

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Os aportes são administrados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor). O ministro Silvio Costa Filho lembra que, na região, o tráfego mais comum se dá pelos leitos dos rios. Diante disso, ele considera que o investimento nessa área é essencial para proporcionar mais qualidade de vida aos moradores dessas localidades.

“Além disso, vai gerar emprego, renda e qualificação profissional, tanto para a construção e manutenção das embarcações quanto para a sua operação”, detalhou Costa Filho.

Na avaliação do secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, há uma crescente demanda por financiamentos voltados ao fortalecimento da navegação interior do Norte do Brasil.  Por isso, ele afirma que a destinação dessa verba vai, de fato, melhorar a logística fluvial na região.

“Temos percebido que, desde as últimas reuniões do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, já tivemos vários projetos acontecendo. E, nessa última, tivemos a continuidade disso. Isso significa a geração de uma quantidade significativa de empregos qualificados, que vão exigir mais educação e capacitação da sociedade. Isso está atrelado não só à construção e manutenção dessas embarcações, como também à operação”, destaca.

Projetos

Na Região Norte, o maior volume de investimentos aprovados será destinado ao fomento da navegação no interior do Pará. O valor chega a R$ 1,4 bilhão. Parte do dinheiro será usado na construção de 66 barcaças porta-contêineres, 42 barcaças para transporte de granéis e 8 empurradores.

Além disso, está prevista a instalação de um transbordo flutuante. Trata-se de uma plataforma ancorada que flutua na água. Essa estrutura é utilizada para transferência de cargas entre diferentes meios de transporte, como navios e caminhões, por exemplo.

No estado do Amazonas, foram quatro projetos aprovados. Juntos, eles somam R$ 563,9 milhões. Desse montante, R$ 169,6 milhões serão aplicados na construção de 24 balsas graneleiras, duas balsas-tanque e na aquisição de uma balsa-guindaste pela empresa Cidade Transportes.

Ainda no estado amazonense, a EdLopes Transportes Ltda lidera uma das maiores alocações de recursos na região. Ao todo, R$ 220,2 milhões devem ser destinados à construção de 36 balsas e três empurradores. O prazo de execução previsto é de dois anos. A expectativa é de que a iniciativa contribua para a geração de 787 empregos diretos.

Já a Wilson Sons Serviços Marítimos Ltda teve dois projetos aprovados. Um deles prevê a construção de duas embarcações de apoio à navegação. Nesse caso, o valor de investimento chega a R$ 157 milhões. Para este empreendimento, está prevista a geração de 103 empregos diretos. O outro projeto contempla o reparo de duas embarcações rebocadoras. O valor empregado é de R$ 16,3 milhões.

Investimento bilionário

Ao todo, o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou R$ 22 bilhões durante reunião realizada neste mês de maio. Trata-se do maior volume de recursos aprovados pelo Fundo em uma única reunião do conselho.

A verba será empregada em 26 projetos ligados à construção de embarcações, reparos, docagens, modernização de unidades existentes, ampliação de estaleiros e novas infraestruturas portuárias.

Fundo da Marinha Mercante

O FMM visa prover recursos para o desenvolvimento da Marinha Mercante e da indústria de construção e reparação naval do Brasil.

O Fundo é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante. O FMM tem como agentes financeiros o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e a Caixa Econômica Federal.

Brasil 61

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