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‘Fazer o que não conseguimos na Olimpíada’


A derrota na final dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 parece ainda não ter sido digerida por algumas jogadoras da seleção brasileira de futebol. Mesmo com a rival sendo a favorita na ocasião. Neste sábado, no SoFi Stadium, em Los Angeles, e no dia 8, no PayPal Park, em San José, as equipes voltam a se enfrentar em amistoso, mas a meio-campista Angelina trata o reencontro como “revanche”.

“Acredito que vai ser um grande jogo. Estamos muito felizes com a oportunidade de enfrentar as norte-americanas novamente, agora pós-Olimpíadas. Estamos animadas para jogar num estádio espetacular. Não há felicidade maior do que ter a chance de disputar novamente contra elas. É uma revanche, podemos dizer assim. O grupo está bem focado em fazer o que não conseguimos nas Olimpíadas”, afirmou. “Vamos para cima delas, focadas em aproveitar as oportunidades e matar o jogo quando tivermos a chance.”

O técnico Arthur Elias vem usando as oportunidades de reunir a seleção brasileira para a realização de amistosos com as potências do futebol feminino na intenção de aprimorar a renovada equipe verde e amarela. Os Estados unidos Também passam por modificações após cair nas oitavas na Copa do Mundo de 2023.

“É algo de geração. Isso também está acontecendo no Brasil, com muitas jogadoras novas assumindo responsabilidades. Nos Estados Unidos, grandes jogadoras se aposentaram nos últimos dois anos e novos talentos estão surgindo para assumir esse papel”, avaliou Angelina, ao analisar as equipes. “Essa transição está acontecendo agora, mas a gente já fez esse movimento um pouco antes. Acho que uns dois anos atrás nós começamos essa reformulação com mais jogadoras novas em campo”, explicou.

Desde 2023 no Orlando Pride, na National Womem’s Soccer League (NWSL), a brasileira sabe da força da competição e não esconde sua admiração pelo aprendizado que vem acumulando no time que tem a estrela marta.

“A NWSL é uma das ligas mais fortes do mundo e o talento brasileiro sempre se destaca por lá. O interesse dos clubes em contratar brasileiras mostra que estamos sendo cada vez mais valorizadas, o que é um reflexo da qualidade do nosso estilo de jogo”, frisou. “A liga dos EUA tem uma característica muito física, com muita transição, o que, sem dúvida, acrescenta ao nosso próprio jogo. Para nós, é uma vantagem, pois esse estilo de jogo nos fortalece e ajuda a moldar nossa performance.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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