Por Redação O Estado de S. Paulo* – 07/10/2025 15:09
O ex-primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, afirmou nesta terça-feira, 7, que o presidente francês, Emmanuel Macron, deveria convocar eleições presidenciais antecipadas e renunciar após a Assembleia Nacional aprovar o orçamento para 2026.
Philippe, que foi o primeiro premiê de Macron depois que ele chegou ao poder em 2017, disse que o presidente francês “deveria dizer que não podemos deixar que o que temos vivido nos últimos seis meses se prolongue. Mais 18 meses seriam tempo demais e prejudicariam a França”.
Macron já havia dito anteriormente que cumprirá seu segundo e último mandato presidencial até o fim.
O presidente francês também foi criticado pelo ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, que manifestou seu descontentamento com a decisão de Macron de dissolver a Câmara dos Deputados em junho de 2024 – a raiz da crise atual.
“Como muitos franceses, não compreendo mais as decisões do presidente”, disse Attal à emissora TF1 na segunda-feira, 6.
A turbulência política tomou conta da França há mais de um ano, a partir da dissolução da Assembleia Nacional que desencadeou novas eleições. O resultado foi um Parlamento repleto de oponentes de Macron, que derrubaram seus governos minoritários, um após o outro.
Renúncia do primeiro-ministro
A última crise começou com a renúncia, na segunda-feira, 6, do primeiro-ministro Sébastien Lecornu – o quarto primeiro-ministro de Macron desde a dissolução, depois de Attal, Michel Barnier e François Bayrou.
Depois de aceitar a demissão de Lecornu, Macron deu ao seu aliado mais 48 horas para “negociações finais” com a intenção de tentar estabilizar o país antes de decidir seus próximos passos.
Lecornu se reuniu nesta terça-feira com autoridades da chamada Socle Commun (Plataforma Comum), uma coalizão de conservadores e centristas que havia fornecido uma base de apoio, embora instável, aos primeiros-ministros de Macron antes de se desintegrar, quando Lecornu nomeou um novo gabinete na noite de domingo, 5.
O novo governo então entrou em colapso menos de 14 horas depois, quando O conservador Bruno Retailleau retirou seu apoio.
*Com informações da Associated Press
Por: Estadão Conteúdo
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