Estudo inédito, intitulado “Suinocultura em Goiás: Perspectivas e Desafios”, resultado de parceria entre o Sebrae Goiás e a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), foi lançado na terça-feira, 28, na Sala do Produtor da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), no Parque Agropecuário, em Goiânia. O evento conectou representantes do setor produtivo e da academia. A apresentação do levantamento foi conduzida pelo coordenador do Polo Sebrae Agro, Douglas Paranahyba.
Gilberto Marques Neto, presidente da SGPA e anfitrião do encontro, reconheceu a relevância do conteúdo apresentado pelo levantamento e o trabalho que a AGS realiza para fortalecer o segmento e que de forma organizada traz informações estratégicas. Ele, que é da cadeia de bovinocultura, reconhece que não vê tanto essa organização da produção de dados de informações com foco em aumentar o consumo e trabalhar pela ampliação da cadeia.
A gerente da Regional Central do Sebrae Goiás, Larissa Ribeiro ressaltou que este é um início de atividades. “Fizemos a entrega do estudo, e eu costumo dizer que agora é que nosso trabalho começa, porque precisamos dar vida a esses dados, que foram organizados de uma forma muito estratégica, importante e intencional, para que toda a cadeia se aproprie do conhecimento aglutinado, das informações, para utilização a favor de toda a cadeia para seu fortalecimento”, salientou.
Larissa informou ainda que o material está disponível no portal do Sebrae Goiás. E reforçou ainda que o levantamento também será disponibilizado no Polo Agro. “É nosso centro de referência do agronegócio. Lá temos vários estudos, e esse vai compor o nosso portfólio. Ele está à disposição de todos, do consumidor final, da indústria e dos produtores. É um estudo vivo de uma escuta que foi feita junto aos produtores e que a gente vai dando vida a esse trabalho e atualizando”, disse. Segundo a gerente, as informações disponibilizadas podem ser utilizadas dentro das políticas públicas e da produção, para trabalhar a qualificação dos produtores. ”É uma importante estratégia para o mercado”, complementou.
Ao apresentar o resultado do estudo, Douglas Paranahyba explicou que a AGS, como uma organização tradicional que tem feito vários movimentos, buscou o Sebrae para tentar pensar, de forma mais profissionalizada, estratégias para essa cadeia produtiva. “Com o direcionamento de pensar em estratégias de desenvolvimento dos pequenos negócios com foco no próprio desenvolvimento do estado de Goiás, trabalhamos nesse sentido”, explicou.
O presidente da AGS, professor e coordenador do curso de zootecnia da PUC-GO, Bruno de Souza Mariano, destacou a satisfação de ter esse produto pronto da suinocultura goiana e brasileira para mostrá-lo ao mercado, às cadeias produtivas. ”Esse trabalho dá destaque à parceria entre a AGS e o Sebrae Goiás. Ela traz a fidedignidade dos números e das fontes que nós trabalhamos esses números”, informou.
Para Bruno, o estudo é importante para o setor da suinicultura goiana e a cadeia produtiva de suíno conhecerem os números. Além disso, é importante para que o produtor possa compreender onde está, de que forma que está o setor e, principalmente, como ele vai caminhar. “Esses números apresentados dão o norte para toda a cadeia produtiva trabalhar. Isso é organização, é fazer com que o setor esteja representado e a tendência se torne realidade”, ressaltou.
O presidente da entidade representativa ressaltou ainda a importância da parceria com o Sebrae e com as outras entidades que colaboraram. “Ela fortalece em função dos suinicultores, da cadeia produtiva e do mercado, porque nós precisamos disso”,
Por fim, Bruno salientou que o estudo surgiu da necessidade de reunir os diversos dados do setor em um único documento. “Sejam entidades privadas, públicas, estaduais ou federais, elas têm os números próprios. Esses números têm uma realidade, porém eles estavam dispersos. Acho muito importante a coleta de dados que foi feita pelo Sebrae, um trabalho fantástico e reunido num documento apropriado”, complementou.
Lívia Machado, estrategista de Mercado da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), prestigiou o evento e destacou as mudanças no comportamento do consumidor, que hoje busca mais do que apenas adquirir produtos, mas se identificar com as marcas. “A suinocultura brasileira tem se reposicionado diante desse cenário, reforçando que práticas como bem-estar animal, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente precisam ser efetivamente percebidas no dia a dia, e não apenas comunicadas pelas entidades”, disse.
Lívia também ressaltou o crescimento expressivo do consumo de carne suína no Brasil, que passou de cerca de 13 kg por pessoa ao ano, em 2010, para quase 21 kg atualmente, tornando-se a proteína com maior avanço no período. Além disso, assinalou o papel estratégico de Goiás nesse desenvolvimento, da união entre entidades e a necessidade de diagnósticos para fortalecer o setor.
Informações estratégicas
O coordenador do Polo Sebrae Agro, Douglas Paranahyba, detalhou que a suinocultura é uma cadeia em que vários pequenos produtores rurais já têm suínos. “Mas ainda não com uma produção comercial. Goiás hoje é o oitavo maior produtor de suínos do Brasil. Os estados do Sul são os maiores, e são os maiores exportadores também, mas Goiás tem condições, tal como os outros estados, de avançar ainda mais nessa cadeia produtiva”, disse.
Segundo Douglas, o que favorece a participação do estado nesse mercado potencial é a disponibilidade interna de grãos para produção de ração para a alimentação de suínos e a localização estratégica como um polo logístico para as demais regiões consumidoras do próprio território nacional. “Pensando nisso, o Sebrae, apoiando a AGS, fez o estudo setorial que reúne e aglomera todas as estatísticas do setor e alguns insights já foram vistos por nós aqui como sendo muito importante”, pontuou.
O levantamento, segundo Douglas, possibilitou verificar que a produção nacional já satisfaz a demanda interna e, a partir daí, aponta a condição de pensar no avanço da cadeia em Goiás. “Também temos que pensar na internacionalização, na exportação desses produtos”, afirmou.
Entre os principais dados, Goiás é apontado atualmente como o 7º maior produtor de suínos do país. Goiás reúne cerca de 1,55 milhão de suínos e 221 mil matrizes, o que representa quase 4% do rebanho nacional.
Ainda conforme o estudo, o Valor Bruto de Produção (VBP) de suínos é estimado em R$ 2,3 bilhões, o que representa 3,7% do VBP nacional do setor. Até outubro de 2025, as exportações goianas de carne suína registraram um salto expressivo de 60% em valor e 39% em volume em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Douglas pontuou ainda o potencial de mercado a ser explorado pelos suinocultores goianos em um cenário no qual boa parte do país não se dedica à produção de suínos e com o crescimento do comércio exterior, com foco no aumento do consumo de proteína de origem animal.
Baixe aqui o estudo: https://lojavirtual.sebraego.com.br/loja/biblioteca-digital/10631-estudo-setorial-suinocultura-em-goias-perpectivas-e-desafios
Conheça o Polo Sebrae Agro: https://polosebraeagro.sebrae.com.br/
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
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Fonte: Sebre Goiás
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