Os recuos na tarifa de eletricidade residencial (-4,76%), passagem aérea (-14,72%), tomate (-9,44%), gasolina (-0,61%) e mamão papaia (-17,06%) deram as principais contribuições para a deflação no varejo medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 8.
Por outro lado, houve pressões dos aumentos no plano de saúde (0,46%), jogo lotérico (4,11%) e refeição em bares e restaurantes (0,44%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) saiu de uma alta de 0,37% em julho para uma queda de 0,44% em agosto.
Seis das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais brandas: Habitação (de 0,88% em julho para -0,80% em agosto), Educação, Leitura e Recreação (de 0,66% para -1,79%), Alimentação (de -0,04% para -0,50%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,69% para 0,24%), Despesas Diversas (de 1,10% para 0,23%) e Transportes (de -0,18% para -0,24%).
Na direção oposta, as taxas foram mais elevadas nos grupos Vestuário (de -0,07% para 0,23%) e Comunicação (de -0,09% para 0,04%).
O núcleo do IPC-DI teve alta de 0,20% em agosto, após um aumento de 0,33% em julho. Dos 85 itens componentes do IPC, 42 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 56,77% em julho para 59,35% em agosto.
Por: Estadão Conteúdo
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