Drugovich pode desistir da Le Mans para substituir Stroll no GP do Canadá: ‘Prioridade é a F-1’


A Aston Martin pode ter uma mudança importante no grid do Grande Prêmio do Canadá, que acontece entre os dias 13 e 15 de junho. Com Lance Stroll em recuperação de dores na mão e no pulso direito, Felipe Drugovich surge como principal opção para assumir o cockpit da equipe britânica, podendo, enfim, fazer sua estreia oficial na Fórmula 1.

Stroll foi ausência de última hora no GP da Espanha, no último domingo, após participar da classificação e terminar apenas em 14º lugar. As dores o tiraram da corrida, mas como o abandono ocorreu depois do qualifying, o regulamento impediu que outro piloto o substituísse na etapa de Barcelona.

Agora, com mais tempo até Montreal, a equipe monitora a evolução física de Stroll. “Nas últimas semanas, houve menções de dor. A gente não fica perguntando a cada cinco minutos: ‘Está com dor ou não?’. A gente conversa aqui com um fisioterapeuta, ali tem outra conversa, e entende que há alguns pequenos problemas”, explicou o diretor de pista da Aston Martin, Mike Krack.

Embora tenha reforçado que o retorno de Stroll é o “plano A”, Krack admitiu que um substituto está sendo considerado. “É um pouco difícil prever qualquer coisa. Vamos ter de ver o que os próximos dias trarão, e então tomaremos uma decisão. Obviamente, sempre soubemos que Le Mans ia acontecer”, disse, em referência ao fato de Felipe Drugovich estar escalado para disputar as 24 Horas de Le Mans pela Cadillac, entre 14 e 15 de junho – no mesmo fim de semana do GP do Canadá.

Em entrevista à TV Bandeirantes, Drugovich foi claro sobre sua prioridade: “No momento, não sei como as coisas vão acontecer. Primeiramente, desejo o melhor a Lance. Sobre Le Mans, minha prioridade sempre foi a Fórmula 1, então é isso que deve ser mantido até lá”.

O piloto paranaense de 24 anos é reserva da Aston Martin desde 2023, após conquistar o título da Fórmula 2 no ano anterior. Embora participe de sessões de simulador, eventos promocionais e treinos livres pontuais, ainda não teve a oportunidade de alinhar no grid para uma corrida oficial.

Além de Drugovich, a equipe também conta com o belga Stoffel Vandoorne como piloto reserva. No entanto, pela proximidade com o time e o envolvimento recente em atividades de pista, Felipe é tratado internamente como a primeira alternativa caso Stroll não esteja apto. O veterano Valtteri Bottas também é uma opção, apesar de mais remota. Hoje, ele é reserva da Mercedes.

A possibilidade de substituir o canadense em sua própria casa adiciona peso à eventual estreia. Em meio à expectativa, a decisão final da Aston Martin deve sair apenas nos dias que antecedem o GP.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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