Dólar cai com aposta em corte do Fed e alta no varejo, mas fiscal limita


O dólar à vista registra viés de baixa, pressionado pela queda da divisa americana e juros dos Treasuries, em meio a expectativas de novos cortes de juros nos EUA. O avanço das vendas no varejo também é positivo para o real e corrobora para a manutenção da taxa Selic em 15% por mais tempo, favorecendo o carry trade do Brasil.

As vendas do varejo subiram 0,2% em agosto ante julho, igual à mediana das projeções, e avançaram 0,4% na comparação anual. No ano, o varejo restrito acumula alta de 1,6% e, em 12 meses, de 2,2%. Já o varejo ampliado cresceu 0,9% no mês, acima da mediana de 0,7% das projeções, mas recuou 2,1% ante agosto de 2024, acumulando queda de 0,4% no ano e alta de 0,7% em 12 meses. De forma pontual, a divisa americana chegou a subir após a abertura negativa, de olho no cenário fiscal.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou à residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Haddad deve apresentar os novos cenários fiscais após a perda de validade da MP 1.303, alternativa ao aumento do IOF, que reduziu a arrecadação prevista para 2026, e pediu mais tempo para ajustar o Orçamento do próximo ano. O líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a votação da LDO será adiada para a próxima semana.

No exterior, um apetite por ativos de risco predomina após declarações dovish do presidente do Fed, Jerome Powell, e da presidente do Fed de Boston, Susan Collins, que reforçaram apostas em novo corte de juros nos EUA no fim deste mês. O movimento é sustentado ainda pela melhora do petróleo, embora a queda do minério de ferro cerceie os ganhos da moeda brasileira.

Investidores acompanham ainda os desdobramentos da disputa tarifária entre EUA e China e da paralisação do governo dos EUA que está em seu 15º dia. O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, acusou Pequim de tentar intimidar Washington ao restringir exportações de terras raras, mas defendeu o diálogo e novos cortes de juros. O ouro renovou recorde mais cedo, acima de US$ 4.200 por onça-troy.

O índice Empire State de atividade industrial de Nova York subiu para 10,7 em outubro, ante -8,7 em setembro, superando a previsão da FactSet, que esperava leitura de 0. As atenções ficam ainda em diretores do Fed Stephen Miran (13h30) e Christopher Waller (14h) e no Livro Bege do Fed (15h).



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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