Diante de Torres, general liga minuta a reunião no Alvorada


O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, reiterou nesta terça-feira, 24, no Supremo Tribunal Federal (STF), que a chamada minuta golpista apreendida pela Polícia Federal (PF) na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres tinha pontos idênticos ao documento apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aos chefes das Forças Armadas em uma reunião no Palácio no Alvorada em dezembro de 2022.

“Os documentos têm conteúdo semelhante, pois tratam do mesmo assunto, em que pese jamais ter afirmado que se trata do mesmo documento”, afirmou o general.

Os documentos previam medidas como estado de defesa, estado de sítio e Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para anular o resultado da eleição presidencial de 2022, segundo o general.

Freire Gomes foi convocado para uma acareação com o ex-ministro na ação penal da trama golpista. Ele manteve as versões anteriores que apresentou à Polícia Federal durante o inquérito e na audiência de instrução do processo no STF.

As informações constam na ata da audiência, que não foi gravada por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

‘Assessorou’

O ex-comandante do Exército também afirmou que participou de reuniões ministeriais com Anderson Torres antes das eleições e que o ex-ministro “assessorou juridicamente o ex-presidente em pontos específicos”. Freire Gomes acrescentou, no entanto, que Anderson Torres nunca opinou “no sentido da quebra do estado de direito”.

O general já havia sido ouvido como testemunha no processo. Nos depoimentos anteriores, ao ser confrontado com a minuta golpista, declarou que o conteúdo, em termos gerais, era muito parecido com o que foi apresentado por Bolsonaro aos comandantes das Forças Armadas.

‘Pontos idênticos’

“Eu não me lembro ipsis litteris dos documentos para comparar, não tenho essa capacidade. O que eu sei, sim, é que o conteúdo, em termos gerais, era muito parecido ou tinha pontos idênticos”, afirmou na audiência de instrução.

Na ocasião, a defesa de Anderson Torres defendeu que o documento circulou na internet e que o general pode ter “se confundido”. Freire Gomes, contudo, disse ter convicção de sua versão. “Esse documento, nós fomos tomar conhecimento, como eu falei, na reunião do dia 7”, repetiu o ex-comandante do Exército.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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