O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), deu início à leitura de seu relatório sobre o caso dando destaque ao amplo e integral acesso que as defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos outros sete réus, aliados do ex-chefe do Executivo, tiveram ao processo. Moraes ponderou que os advogados que representam os processados tiveram acesso às mesmas provas que o Ministério Público Federal, que denunciou Bolsonaro e seus ex-auxiliares. O relator também destacou que a delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, foi firmado dentro da legalidade.
“O devido processo legal configura dupla proteção ao indivíduo, atuando tanto no âmbito material e proteção ao direito de verdade quanto no âmbito formal, ao assegurar qualidade total de condições com estado persecutor e plenitude de defesa”, destacou o ministro ao ler a ementa de seu relatório.
Moraes listou e resumiu, passo a passo, a instrução do processo, citando datas de pedidos e decisões, assim como lembrando de oitivas. O ministro destacou que 54 testemunhas foram ouvidas no curso do processo: quatro de acusação e 50 de defesa. Também foi citada a abertura da investigação contra o deputado Eduardo Bolsonaro por tentativa de obstrução da ação penal do golpe.
Por: Estadão Conteúdo
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