O Consórcio Rota da Liberdade, liderada pela Metropolitana e outras cinco construtoras, arrematou nesta quinta-feira, 18, a concessão do Lote Via Liberdade, trecho rodoviário que liga as cidades mineiras de Ouro Preto e Mariana. O grupo ofertou um desconto de 13,2% em relação à contraprestação máxima a ser paga pelo poder concedente. O valor final é de R$ 1,702 bilhão ante o teto de R$ 1,961 bilhão.
O projeto, no modelo de parceria público-privada (PPP), foi leiloado na sede da B3, em São Paulo. A previsão é de cerca de R$ 6 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos de contrato. A concessão é composta por cerca de 190 quilômetros, somando trechos da rodovia federal BR-356 e das estaduais MG-262 e MG-329.
A Houer, que atua na estruturação de projetos na área de infraestrutura, também participou do certame. A empresa ofertou um deságio de 0,02%, representando uma contraprestação de R$ 1,961 bilhão.
A diferença entre os dois lances não foi suficiente para que a disputa fosse a leilão, consagrando o Consórcio Rota da Liberdade como vencedor. Além da Metropolitana, o grupo é composto também pela Quebec Construções e Tecnologia Ambiental, JCP Participações, Construtora Abra Infraestrutura, Construtora Contorno e Renova Engenharia.
Por se tratar de uma parceria público-privada (PPP), os aportes serão compartilhados entre o Estado e a concessionária ganhadora. A operadora será remunerada por meio das tarifas de pedágio e da contraprestação paga pelo poder concedente.
Dos R$ 6 bilhões previstos em investimentos, R$ 2 bilhões serão aportados pelo Estado por meio do Novo Acordo de Mariana, criado para garantir a reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. Assinado em 2024, o fundo tem parte dos recursos destinados a melhorias de infraestrutura de mobilidade nas cidades afetadas, como Mariana.
A Via Liberdade corta outros 10 municípios mineiros: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca
As melhorias previstas no projeto incluem mais de 120 quilômetros de duplicações e 30 quilômetros de terceiras faixas, assim como acostamento em todo o trecho concedido. Prevê também a implementação de pedágio eletrônico (free flow).
Por: Estadão Conteúdo
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