Conselho da USP aprova ampliação de campi no interior de São Paulo; saiba o que vai mudar


O Conselho Universitário (CU) da Universidade de São Paulo (USP) aprovou, em sessão realizada nesta terça-feira, 3, a proposta para ampliação dos campi de Ribeirão Preto e de São Carlos, mediante a aquisição de dois terrenos que permitirão a expansão da capacidade de ensino, de pesquisa e de extensão da universidade.

“Essa expansão trará benefícios significativos para as unidades localizadas nesses campi. Foram propostas amplamente discutidas com todos os diretores do campus de Ribeirão Preto e com o Conselho Gestor do Campus de São Carlos, tendo recebido apoio irrestrito para seu prosseguimento. Os dois projetos levam em consideração, principalmente, a necessidade das unidades em ampliar suas atividades acadêmicas de extensão e de aproximação com a sociedade, reforçando a missão institucional da universidade”, afirmou o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior.

Segundo o reitor, a proposta agora vai ser analisada e tramitar pelas instâncias internas da USP, para a configuração do projeto final, e externas, junto aos órgãos municipais e estaduais. Os recursos para as ampliações sairão do orçamento da universidade.

Para o campus de Ribeirão Preto, foi aprovada a aquisição de um terreno de 795 mil m² que será utilizado para a construção de uma nova unidade de emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), com 400 novos leitos. A área fica em uma região servida pelo transporte público e com diversas vias de acesso terrestres, incluindo um anel rodoviário e várias avenidas.

O local abriga hoje o Hospital Santa Tereza e o Hospital Estadual de Ribeirão Preto, que atualmente estão sob gestão do governo do Estado e serão incorporados ao HCFMRP.

O Hospital Santa Tereza será transformado em um Instituto de Psiquiatria e Saúde Mental, com atuação interdisciplinar envolvendo a FMRP, a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). O novo instituto também contará com ambulatório especializado em saúde mental, voltado aos estudantes da USP, oferecendo inclusive internações de urgência. O Hospital Estadual de Ribeirão Preto será utilizado como campo de prática acadêmica para alunos da FMRP e da EERP.

O projeto de expansão inclui também a implantação de dois novos núcleos acadêmicos: um escritório jurídico vinculado à Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP), voltado ao atendimento de vítimas de violência, com foco em mulheres e crianças, e um setor de planejamento e gestão hospitalar, vinculado à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP), destinado ao apoio à administração dos serviços de saúde.

Após a aquisição da área, estimada em R$ 281 milhões, a USP deve ceder o terreno para a Secretaria Estadual de Saúde, que será responsável pelo custeio e pela gestão da nova unidade.

No mesmo local, a USP deverá criar cinco equipamentos – quatro relacionados à atenção à saúde ligados ao Sistema Único da Saúde (SUS) e um à educação e à biodiversidade – em parceria com a prefeitura de Ribeirão Preto, que deverá arcar com as despesas de custeio. São eles:

1) 80 consultórios odontológicos e áreas de apoio, ligados à Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp);

2) clínica de enfermagem, ligada à EERP, que permitirá viabilizar a transição do cuidado da internação hospitalar para o domicílio de usuários com complexidade assistencial de enfermagem;

3) quadra poliesportiva coberta, sala multiuso para práticas corporais de atividades físicas, sala de musculação, esteiras ergométricas e sala de dança, ligadas à Escola de Educação Física e Esportes de Ribeirão Preto (EEFERP);

4) Farmácia Universitária Modelo e um Laboratório de Análises Clínicas, ligados à Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP);

5) Museu da Biodiversidade da FFCLRP: construção de um prédio com área de 5 mil m² que terá interação com as redes de ensino municipal e estadual de Ribeirão Preto e região.

No campus de São Carlos, a ampliação está relacionada à compra de um terreno de cerca de 5 mil m² que fez parte da área doada pela prefeitura de São Carlos à universidade, em 1952, para a implantação do Campus da USP. O terreno foi doado pela USP ao Centro Acadêmico Armando Sales de Oliveira e, posteriormente, vendido para uma empresa.

O terreno, avaliado em quase R$ 14 milhões, será usado para reorganizar a área 1 do campus e criar um Complexo de Inclusão e Pertencimento, que permitirá a ampliação no atendimento de saúde física e mental e de assistência social, a integração das áreas esportivas, de lazer e de convivência, o compartilhamento de recursos humanos e de infraestrutura para oferecimento desses serviços e, futuramente, a instalação de um complexo voltado à cultura e à extensão.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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