A trajetória de Terence Atmane no Cincinnati Open pegou o circuito de surpresa. O francês de 23 anos saiu do qualificatório para derrubar nomes de peso como Taylor Fritz, João Fonseca e Holger Rune, embalando uma campanha que já é a melhor de sua carreira.
A série de vitórias levou o número 136 do mundo até a semifinal, onde enfrentará Jannik Sinner, atual número 1 do ranking da ATP, neste sábado. Mesmo que pare diante do italiano, Atmane já chamou a atenção do circuito e levanta a inevitável pergunta: quem é esse novo rosto que busca espaço no topo do tênis?
Nascido em Saint-Martin-Boulogne, no norte da França, Atmane começou a jogar tênis aos sete anos, incentivado pela mãe a trocar os videogames por uma raquete. De lá para cá, construiu uma trajetória marcada por paciência e trabalho nas categorias de base. Conquistou seus primeiros títulos expressivos no circuito Challenger em 2023 e repetiu a dose em 2025 em Busan e Guangzhou. Aos poucos, começou a se projetar no nível ATP. Sua melhor campanha até então havia sido no Masters 1000 de Roma em 2024, quando alcançou a terceira rodada ao vencer Lorenzo Musetti.
Com 1,93 metro de altura e canhoto, Atmane combina envergadura com agressividade, ainda que sua irregularidade o tenha impedido de se firmar antes. Até Cincinnati, acumulava apenas sete vitórias em nível ATP, contra 14 derrotas. Mesmo assim, mostrou que pode competir contra adversários de elite, como fez contra Daniil Medvedev no Australian Open de 2024, quando tirou um set do então vice-campeão.
Fora das quadras, o francês exibe uma identidade tão peculiar quanto seu jogo. Apaixonado por animes, mangás e videogames como Fortnite e Minecraft, ele é colecionador de cartas Pokémon e recebeu o apelido de “The Magician” por sua habilidade com truques de cartas. Atmane tem QI de 158, considerado nível de gênio.
A semifinal em Cincinnati é o maior feito da carreira de Atmane até aqui e o coloca diante de um desafio enorme contra Jannik Sinner. Para muitos, pode ser apenas a semana da vida de um jogador em ascensão. Para ele, no entanto, é a oportunidade de mostrar que não é apenas uma surpresa passageira, mas um nome a ser acompanhado de perto no futuro do tênis.
Por: Estadão Conteúdo
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