Conforme uma pesquisa feita neste ano pela Censuswide, que faz parte de um levantamento global da Royal Canin, 40% dos cães e gatos adultos estão acima do peso. A amostragem considerou a participação de 14.016 tutores e 1.750 veterinários e especialistas em nutrição de oito países: Brasil, China, Espanha, França, Índia, México, Portugal e Reino Unido. Do total desses profissionais, 45% afirmam que os responsáveis pelos pets subestimam os riscos associados ao sobrepeso e à obesidade nos bichos de estimação.
No Brasil, foram ouvidos 2.000 tutores e 250 veterinários. Em nosso país, o estudo aponta que 48,60% dos tutores já ofereceram comida humana aos seus animais, além da ração. Entre os alimentos mais fornecidos, estão os cozidos com 50,62% e vegetais com 40,95%. Também entra nessa conta a carne crua, com 35,60% das respostas.
De acordo com o Dr. Flávio Barca, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade Unopar Anhanguera de Arapongas–PR, a obesidade em pets é um problema multifatorial. “A obesidade em animais de estimação geralmente é devido a uma dieta inadequada e desequilibrada, falta de uma rotina de exercícios, predisposição genética e até mesmo problemas comportamentais. Assim como em humanos, ela afeta a qualidade de vida dos pets, pode causar comorbidades e não deve ser menosprezada”, alerta o especialista.
O Dr. Flávio Barca alerta que oferecer calorias não provenientes da dieta cotidiana — na maioria das vezes, ração seca – pode contribuir diretamente para o ganho de peso. Segundo ele, os alimentos crus, como a carne, ainda representam riscos de transmissão de doenças infectocontagiosas e contaminação microbiológica, devido à origem, à manipulação e à conservação.
O diagnóstico da obesidade, sempre feito por um veterinário, pode ser obtido por meio do histórico médico detalhado do animal, seus hábitos alimentares e de exercício. Além disso, a avaliação da combinação de medidas corporais, como o Índice de Massa Corporal (IMC) específico para animais, também pode ser utilizada — embora o Escore de Condição Corporal (ECC) seja a metodologia mais utilizada e recomendada para avaliar se o pet está ou não acima do peso.
A obesidade pode levar a diabetes, doenças cardíacas, problemas articulares e dificuldades respiratórias, resultando na diminuição da expectativa de vida e até a morte precoce. Por isso, a prevenção é o melhor caminho. “É essencial conscientizar os tutores sobre os perigos da obesidade e reforçar a importância de uma alimentação adequada e exercício regular desde cedo, a fim de condicionar a vida saudável dos pets. É importante buscar orientação veterinária profissional”, destaca o Dr. Flávio Barca.
Por Deiwerson Damasceno dos Santos
Fonte: Portal EdiCase
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